Arquivo do blog

sábado, 24 de novembro de 2012

Jacaré-açu: capturado dia 20/11 no Porto da Ceasa

 Imagens: Internet
Ele tem mais de quatro metros ...


Morava perto do Encontro das Águas, numa restinga ... próximo ao bairro da Compensa.


Pesa 170 quilos, tem aproximadamente 30 anos e está sendo cuidado no INPA - Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia. Não é uma beleza?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Aproveite o Trem que Passa ...



“Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É saber falar de si mesmo. É não ter medo dos próprios sentimentos”
(Fernando Pessoa)

Há pessoas que vão fazendo escolhas erradas pela vida e aos poucos vão se acomodando, desanimadas, aceitando situações impostas pela vida sem que nem tenham coragem de reagir.

Vivem num estado de espírito permeado de problemas, sem conseguirem sair de si mesmos, sem verem que a vida lá fora é muito mais colorida e maravilhosa, quando sabemos usufruí-la com responsabilidade.

Não é a libertinagem que nos conduz a viver momentos intensos de alegria mas sim as amizades sinceras e por que não, um amor especial? O que  faz a diferença em nossas vidas são as gargalhadas que damos de alegria, bem como o carinho compartilhado ao longo da estrada. 

Verdadeiramente, há pessoas que não são felizes porque não querem, porque deixam as oportuinidades passarem em suas vidas, perdendo o trem que as levariam a um estado de espírito que as isolariam desses problemas sufocantes da vida diária e esse trem é a nossa válvula de escape diante de uma vida fechada, tediosa  e medonha. 

Desanimar diante da vida, não sair de casa, deixando de entrar no trem, não se socializar, não assumir sentimentos que afloram na alma é condenar-se por medo, é olhar a peça teatral da vida sem participar. Somos todos personagens principais e antes que não haja mais tempo devemos entender que:


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
(Charles Chaplin)


E já que hoje é sexta-feira que tal investir em si mesmo e sair dessa toca escura? Pare de ter pena de si mesmo/a e então, se arrume, sorria, pense diferente porque cada dia que passa, amigos/as, nunca mais irá voltar. Um beijo grande, eu vou fazer o meu papel. Carpe Diem!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Lá no Tarumã


Ontem, passei o dia num sítio com os funcionários da escola. O sítio fica a 45 km de casa e está localizado no Bairro Tarumã, local onde a selva se mostra com toda a sua exuberância. Saí um pouco do meio do pessoal e fui esfriar o corpo em águas doces.

Na selva, é comum encontrarmos riachos e pequenas cachoeiras. As mais lindas cachoeiras desse bairro, já foram poluídas devido a invasão de pessoas que por não terem onde morar, se instalaram nesse local sem que as autoridades tomassem alguma providência pra cortar o mal pela raiz.


Ainda assim, a floresta é imensa e Manaus está localizada no interior da selva. Paralelo a esse problema, também temos as construtoras que constroem conjuntos de apartamentos cada vez mais. O crescimento da cidade está se dando de forma vertical.

Lá no meu isolamento fiquei refletindo, olhando aquela maravilha verde dentro da cidade e disse comigo mesma: "a nossa floresta será a última a entrar em extinção porque dentro de Manaus a selva ainda resiste, até quando não sei." Vejam esta cachoeira que fica no Tarumã, próximo ao aeroporto:


Admirando a natureza, lembrei-me de um antigo provérbio indígena:
"Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro." (Provérbio Indígena)
Bom dia a todos vocês.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Quando o Passado é uma Prisão


"Viver no passado é uma ocupação tola e solitária; olhar para trás tensiona os músculos do pescoço, e faz com que você se encontre com pessoas que não estão mais no teu caminho." 
(Edna Ferber)

No começo deste ano, numa  manhã de muito calor, eu passeava pelo centro da cidade, quando parei em um bar para tomar um refrigerante. Um senhor muito educado me atendeu. Como sempre, a mesma pergunta que os idosos gostam de fazer, ele fez a mim: tens namorado?

Não, respondi, sorrindo. Ele então começou a fazer sucessivas perguntas como se fosse um interrogatório. Depois de argumentar e tirar a curiosidade dele sobre a minha vida, olhei na parede do bar e vi um quadro antigo ainda em preto e branco, era o rosto de uma mulher jovem que transmitia serenidade. 


Logo perguntei quem era a mulher. De repente, os olhos do homem se encheram de lágrimas e começou a contar a história dele. A mulher da foto era sua noiva que falecera dias antes do casamento. Ele se manteve anos e anos sozinho, traumatizado, vivendo de lembranças passadas.

Tudo naquele bar era rústico, não havia nada que lembrasse os dias atuais, parecendo que aquele homem parara no tempo no dia em que a noiva faleceu. Ouvi atentamente a história dele, não dei minha opinião, terminei de tomar o refrigerante, paguei e saí de lá perguntando a mim mesma:

- Como pode alguém ficar atrelado ao passado tanto tempo? Até as roupas do homem eram antigas e muito usadas, desbotadas pelo tempo. Penso que a despeito do que acontece com a gente, o tempo passa, não retrocede nem estaciona a nossa espera. O momento de sermos felizes será sempre no presente.

Traumas existem e nunca vão deixar de existirem, cabe a nós vencê-los e fazermos de tudo para sermos felizes por aqui porque a vida é uma só. Assim, temos o dever de nos darmos uma, duas ou mais chances, pois engana-se quem pensa que só amamos uma vez na vida.

Evidente que se nos fecharmos para o mundo, nada vai acontecer. Por isso, é importante despertamos para o amor, antes que envelheçamos presos a um passado morto que nada vai contribuir para a nossa alegria e felicidade. Perdeu um amor? Levante-se já, outro virá, basta que escancares a porta do coração para o novo que é sempre mais lindo e encantador do que velhas lembrança, mofas e amareladas pelo tempo.
Beijos no coração.  

sábado, 17 de novembro de 2012

SUS ... Sua Última Saída

Imagem: internet

Madruguei para a consulta de rotina de todo final de mês. Já havia muitas pessoas à espera mas ainda consegui uma poltrona isolada, tratei de me acomodar nela e comecei a ler uma revista que trazia na bolsa. 

Um ventilador enorme  soprava por sobre a minha cabeça, então, aos poucos quedei num sono profundo, indiferente à espera que teria que enfrentar.

Quantas horas passaram? O sono, irmão da morte, não tem relógio, por isso, não conta horas. Despreocupada, só despertei devido ao alarido de vozes exaltadas e palavras de baixo calão que ecoavam no local. Nesta hora, o hospital já estava com uma fila enorme, sem fim.

 A discussão se dava entre um paciente, enfurecido e um funcionário, atendente, mais enfurecido ainda. Ambos pareciam duas carroças, descendo uma ladeira ingreme. Nesse instante, os demais pacientes,  despertos da letargia da espera, observavam curiosos, o desenrolar do conflito.

No balcão onde o funcionário estava, havia uma placa com os dizeres: "seja paciente, espere a sua vez."  Como a discussão estava a um ponto de terminar em agressão física, fui até eles e conversei com o funcionário extremamente descontrolado emocionalmente.

O funcionário muito tenso afirmou: "esse fdp me ameaçou e eu não estou aqui para aturar abuso de pacientes." Olhei firme para o funcionário e disse que quem deveria ser mais paciente e educado era ele, pois o homem parecia sofrer de distúrbios mentais.

Ele alegou que o sujeito o havia desacatado e que isso não ia ficar assim. Depois se virou a mim, e me disse alguns desaforos. kkkkkkkkk.  

Agora era eu quem estava no fogo; numa paciência de Jó, expliquei a ele que também era funcionária pública mas diferente dele, sabia controlar situações de tensão porque tinha feito um curso de Relações Humanas e era exatamente isso que faltava a ele.

Afastei-me dali e voltei a esperar, agora em pé visto que uma idosa ocupou a poltrona onde eu estava. É um absurdo o que vemos nesses atendimentos do SUS: pessoas despreparadas para atender o público, mal humoradas e sem educação, com raras exceções, até parece que são donas do hospital.

Saí de lá perto de 14 e 30. Depois de ser atendida, cansada e com muita dor de cabeça e distante dali, ainda olhei para trás e senti uma pena danada do povo que estava na fila,  esperando por um atendimento que talvez nem acontecesse a contento. Lindo sábado a todos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Amarga Espera



"Não gosto da dor, da dor da espera, mas espero atentamente o crescer das rosas belas."
(Sara Melyssa)

No trânsito parado,
as horas passavam
no engarrafamento geral.
Do carro vi as pessoas,
de olhos angustiados,
nos semblantes estampados
na agonia da espera.
A espera é sempre longa ...
Não há choro nem vela
e a gente se desespera!
Há espera no trânsito,
e eu me canso tanto:
dá espera no consultório ...
dá infinda espera no banco.
E a espera pelo pagamento?
É sempre espera estática,
o mês é longo, é um tormento.
Ainda há uma espera
que nos maltrata também:
é aquela quando estamos
esperando por alguém.
Esperamos pra nascer,
esperamos pra crescer
e no final de tudo,
esperamos pra morrer.
A dor desta existência
é vista nos olhos cansados,
nas vozes dos explorados,
ou no grito dos amordaçados
dos que padecem calados.
Assim segue a multidão,
numa espera dolorosa,
cantando dolente canção.
Também sigo perfilada
por esta vida incerta,
me perguntando assustada:
- quando se finda esta espera?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Regressando ao Trabalho: o Sabazinho


Segunda-feira voltei ao trabalho. A escola é muito grande, dá pra ver a reserva florestal no início dela mas não o final da escola. Esta rua é muito perigosa, principalmente à noite por ser deserta; assaltos são feitos constantemente e os marginais chegam de moto. Paralela a reserva, há uma outra rua. Construída num terreno em declínio, para entrar, há uma escada e rampa para moto. 

O estacionamento fica de frente para o bairro Campo Dourado, numa rua agitadíssima, a rua E, no lado oposto a esse muro. No projeto original esta escola teria dois andares, mas foi entregue assim. O nome Sebastião Norões da escola é uma homenagem a um poeta daqui. Nós, professores, o apelidamos de Sabazinho.

Aqui é a quadra, como é muito grande, geralmente  os torneios das escolas são feitos aqui. No fundo é o pavilhãoda cozinha com refeitório.

Esse corredor começa na rua paralela à reserva e termina numa outra rua paralela. Aqui funciona o Ensino Médio à noite. À tarde, de quinta a nona série. Há na escola quatro pavilhões desses.

Entre os pavilhões, pequenos locais para plantas. Hoje é feriado e na escola só ficam os seguranças. Aos poucos, vou mostrando a vocês a biblioteca, a sala de informática e o refeitório. Um beijo Chove muito por aqui.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Os Excluídos

"A caridade é o amor, é o sol que nosso Senhor fez raiar claro e fecundo; alegrando nesta vida a existência dolorida dos que sofrem neste mundo."
(Casimiro Cunha)


No mundo repleto de indiferença,
saio a vagar, observando as pessoas,
aqueles que são pobres de nascença
e que passam pela vida, andando à toa.
Pelas cidades - os desabrigados,
andam ao léu com suas vestes rotas
alienados, seguem conformados,
imergidos nesta vida um tanto louca.
Bem perto observo os favorecidos
que desfilam sem nem ter piedade,
dessa gente humilde, os excluídos
que vivem à margem da sociedade.
Menores também passam revoltados,
submersos nessa vida de sabor tão acre,
juntos, às criancinhas vão no mesmo barco
sem fé, sem crença, não crêem em milagres.
Passo a refletir sobre os desalmados
que insensíveis não fazem caridade
não se sensibilizando com os  necessitados
que são nossos irmãos e fazem parte da humanidade!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Poesia: Dia da Consciência Negra

 Imagem: Internet

Eles foram de suas terras deportados
para o trabalho imposto, sofrível, inigualável,
deixaram suas terras, chegaram algemados,
e foram humilhados de forma implacável.
No corpo traziam as marcas da dura violência
que traduziam o requinte da perversidade,
deixadas pelos brancos em forma de advertência,
afim de que nenhum tentassem lutar por liberdade.
O tempo foi passando e o sofrimento aumentou
tendo o eco de suas dores se espalhado pelos ares,
até que um guerreiro de brio se revoltou,
fugindo e criando o quilombo dos Palmares.
Outros negros fugitivos, ali se abrigavam,
sabedores do quilombo, chegavam mais e mais,
junto a Zumbi mais fortes se tornavam,
vivendo num local onde todos eram iguais!
Os outros cativos com o suor de seus rostos trabalhavam
de sol a sol, com um patrão carrasco e hostil.
Sim, foram os negros quem impulsionaram,
a grandeza dessa pátria imensa que é o Brasil!
No dia 20 de novembro de 1695,
Zumbi foi morto valentemente em combate,
defendendo o seu povo, acreditando firmemente
que independente de cor, todos mereciam viver em liberdade.
Comemoramos anualmente o dia da Consciência Negra,
no mesmo dia, mês e ano em que Zumbi foi assassinado,
visando eliminar todo o  preconceito
que ainda está em muita gente enraizado.

By: Scarlet

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Pesadelos


Todos temos pesadelos e as crianças são as mais acometidas por eles. Os meus pesadelos diminuíram, depois que tive uns dez dias de pesadelos constantes. Então comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri pequenas ações que podemos fazer para evitá-los.

Primeiro é necessário entender duas partes da nossa mente: o consciente e o inconsciente.  Somos comandados pelo nosso cosnciente e muito sucestíveis a ele que julga as nossas ações repreendendo e questionando o qual atua  quando estamos acordados.

Já o inconsciente é uma parte da mente pouco conhecida e é lá a sede onde ficam nossos instintos, desejos, medos e lembranças que foram rejeitados pela porção consciente da nossa psique em virtude de regras morais a que estamos sujeitos.

O que acontece durante o pesadelo é que as lembranças que estão guardadas no arquivo do inconsciente vêm à tona em forma de monstros, perseguições e perigos iminentes. Quem já não teve um pesadelo onde caía num abismo?

Assim, aquilo que mais tememos e muitas vezes nem confessamos vai se manifestar em pesadelos. Segundo os estudiosos do assunto, o que devemos fazer para diminuir a sequência dos pesadelos é enfrentar os nossos próprios medos, durante esse tipo de sono.

Antes de dormir, devemos mentalizar que teremos uma boa noite e caso haja pesadelos não teremos medo e se os monstros vierem nos assustar, nós os enfrentaremos e ainda que acordemos, voltaremos logo a dormir para eliminar aquilo que nos amedronta o qual simbolicamente é um tipo de medo que temos guardado no inconsciente.

Os antigos aconselham a não dormir de barriga cheia com o ventre para cima, muito menos totalmente sem roupa. Essas verdades pertencem ao senso comum sem comprovação científica, mas sempre tem um fundo de verdade.

A explicação que a religião dá aos pesadelos é que eles provem do diabo que  adentra em nossos sonhos afim de nos amedrontar. Se a Ciência afirma que a origem dos nossos pesadelos estão nos nossos medos ocultos, a religião aponta a origem desse medo à ação do mal, assim afirmando:

"Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós."
 (Tiago 4:7)

"De qualquer forma, a solução é não ter medo mas encará-lo. Não custa nada fazer a meditação recomendada pelos que estudam sobre pesadelos e aliar a uma oração de proteção. Lembrando sempre das palavras do salmista Davi: "Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só Tu me fazes repousar seguro." (Sal. 4:8.). Lindo fim de semana a todos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

E o Tempo vai passando ...


"A vida é uma festa, então comece a dançar antes que a música acabe!"
(Bibh Rossini)

Hoje fiquei pensando:
no tempo que está passando,
nos sonhos se dissipando,
e em nada que aproveitamos.
Sem querer estacionamos ...
E o tempo? Segue avançando!
No baile da vida paramos
e nem por instante dançamos.
Ficamos abdicando,
nossos doces ideais:
o amor sacrificamos
por motivos tão banais!
O tempo segue sem alarde,
enquanto pensamos em vão,
quando acordamos era tarde,
para investir no coração!
Aproveitemos o pouquinho
do tempo que ainda nos resta,
distribuindo carinho,
enquanto não finda a festa!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sou Flor


“Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa.”
(Saint Exúpery)

A quem interessar:
- sou um ser solitário
num mundo a vagar,
triste e arbitrário.
A quem me conheceu
sabe bem quem eu sou:
- sou alguém que sofreu
que já muito chorou.
Traduzo esta dor
com esta poesia
tal qual simples flor
que embeleza meu dia.
Não busco riquezas:
- sou simples, sou flor,
busco a delicadeza
de um intenso amor.
Esse meu coração
não se deixa enganar
não aceita a paixão
quer o amor cultivar.
Forasteira na vida
feita em pura ternura,
sou flor decidida:
- detesto aventuras.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Meu Pé de Camarão Amarelo e o Amor


Domingo, cheguei meio tarde do passeio que fiz e o sol já estava se pondo no horizonte; o calor estava escaldante, então fui ao quintal, pois lá tem uma parte em que fiz um jardim só com flores regionais. Há uma planta cuja flor é muito bonita e só ela, que recebe mais sol, estava completamente tórrida.

Fiquei apreensiva, entrei em casa, misturei num aguador umas vitaminas para plantas e adicionei a água recomendada pelo produto. Voltei para o jardim e reguei uma a uma, em especial essa planta. Também coloquei-a na sombra, abaixo do abacateiro. Já estava escuro quando saí do jardim.

Hoje, acordei bem cedinho e fui ver a situação da planta com o aguador preparado. Que surpresa! A planta que aqui se chama camarão amarelo, estava verde e com as flores abertas. Fiquei feliz e dei mais uma dose de água. Depois entrei satisfeita.


Não são lindos? Ando fazendo coleção de flores simples e fáceis de cuidar. Enquanto tomava café, fiquei fazendo uma analogia entre a flor e o amor. Amor não cuidado morre. A falta de atenção, a falta de ternura bem como a falta da expressão de  sentimentos, secam e murcham a flor do amor.

Em alguns casos, é possível fazer o amor renascer, basta darmos os cuidados merecidos, tal qual aconteceu com o meu pezinho de camarão amarelo. É interessante, como a vida reflete a natureza e penso eu, cá no meu cantinho, só não aprende as lições quem não quer. Durmam bem.

domingo, 4 de novembro de 2012

De Bem consigo Mesma


"O essencial é estar bem consigo mesmo."
(Voltaire)

Para não cairmos naquela insatisfação é preciso primeiro tentar mudar o que nos desagrada seja em termos físicos ou no sentido de mudar a forma como pensamos. Xô pra lá pensamentos negativos, aqui vocês não têm vez. Mente sã, corpo são.

E foi pensando assim que diminuí minhas idas ao salão; cansei de passar as tardes naquele puxa puxa de escova e chapinha. Dona de uma farta cabeleira, por cima totalmente lisos, herança de meu pai e por baixo totalmente cheios de cachinhos  (de minha mãe) passava longas tardes para cuidá-los e deixá-los lisinhos.

Pois é, os cachinhos por baixo dão muito volume aos cabelos, por isso a necessidade da escova e chapinha. Há duas semana atrás, decidi que daria um tempo nas idas ao salão, sempre repleto de gente por aqui e o inevitável aconteceu: kkkkkkkkk .. a cabeleira ficou parecida com um capacete de ouro. Kkkkkkk !

Fui ao shopping na sexta-feira retrasada, numa loja só de cosméticos. Enchi uma cestinha de produtos, desesperada com um rabo de cavalo na cabeça, saí de lá apressada, torcendo pra não encontrar ninguém conhecido. De repente, quase na saída: "professora" ! É ... "não tem jeito mesmo, pensei."

Um aluno que trabalha numa sapataria me parou. Conversei rapidamente e fugi. kkkkkkk. Chegando em casa, comecei o tratamento. Gostei do resultado e hoje cedo, quando me preparo pra ir à feira de artesanato, vi como ficam belos cachinhos bem tratados.

Às vezes, é necessário assumirmos o jeito que somos, da forma que a natureza nos fez, primcipalmente, se não der para mudarmos aquilo que queremos. Isso vale para os sentimentos, por exemplo, ficar pelos cantos choramingando por quem não nos ama, é grande perda de tempo, melhor é reconhecer isso e partir pra outra. 

O bom mesmo nessa vida é estar em paz e de bem consigo mesma; hoje, quando me olhei no espelho, aprovei o que vi e lá vou eu, serena e faceira passear pela feira e comprar umas futilidades pra preencher esse dia de domingo. Beijos, paz e bem.


sábado, 3 de novembro de 2012

Olhos e Devaneios


“Mesmo tudo não passando de um sonho, valeu a pena fechar meus olhos para encontrar você”
( Célio Junior Wojciechowski )


Olhos que falam
Olhos que encantam
Olhos brilhantes
são fascinantes
como os diamantes.
Olhos risonhos,
um tanto inconstantes.
Olhos que sonham
com alguém tão distante.
Olhos tristonhos
são olhos que chamam
alguém nos seus sonhos.
E nesta distância
tais olhos carregam
a esperança com ânsia
e só por ti eles esperam.

: onselectstart='return false'