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domingo, 12 de junho de 2016

Texto maravilhoso




Li esse texto quando estava no sexto ano e nunca esqueci. Hoje, pensando nele, percebi o quanto é atual, o quanto corresponde à situação política que estamos vivenciamos, situação de corrupção em nome do dinheiro. Esse texto faz parte da obra de Érico Veríssimo, Olhai os lírios do campo, escrito em 1938. 


Olhai os lírios do campo

Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. 

Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. 

De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?

É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. 

E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.

Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços.

É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência, e sim com as do amor e da persuasão.

Quando falo em conquistas, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.

Um grande abraço e lindo domingo a todos.

domingo, 1 de maio de 2016

Circunstâncias




Às vezes superfície
Às vezes profundeza
Às vezes imundície
Às vezes a beleza...

Às vezes taumaturgo
Às vezes pecador
Às vezes demiurgo
Às vezes só terror...

Às vezes sol a pino
Às vezes chuvisqueiro
Às vezes meu destino
Às vezes eu inteiro...

Às vezes alma inquieta
Às vezes corpo são
Às vezes duro asceta
Às vezes danação...

Às vezes florilégio
Às vezes edifício
Às vezes sacrilégio
Às vezes sacrifício...

Às vezes tão sisudo
Às vezes gargalhada
Às vezes quero tudo
Às vezes não sou nada...

Marcel Gustavo Alvarenga

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Para quem gosta de ler: Edson

Ano passado, tive um aluno chamado Edson: menino franzino, pequeno para idade, mulato, andava de cabeça raspada e era muito bagunceiro, exatamente durante as explicações das aulas. Certa vez, chamei a atenção dele:

- Senhor Edson, venha ao quadro resolver esta questão.

Ele foi correndo e era uma questão do qual eu havia acabado de explicar o assunto e ele estava na maior algazarra com os outros no momento da explicação. Pois sim, ele foi lá e respondeu tudo e ainda se saiu com essa: "eu escuto com os ouvidos, professora".

Caso recebesse um sete numa prova, chegava a mim para discutir o motivo daquela nota que para ele, era nota muito baixa. Um dia, uma professora, não suportando as bagunças do Edson, solicitou a presença da mãe e Edson só poderia entrar na escola com a mesma.

Depois de ouvir atentamente,  a mãe passou a agredi-lo ali mesmo, chegando ao ponto de esfregar o rosto do garoto no chão e depois, levantando-o disse alto:

- Eu já matei um e pra matar outro é daqui pra ali. Se chegar outro telefonem da escola, o próximo é tu...( linguagem dela).

Ficamos estarrecidas com a atitude da mulher, entretanto,  descobrimos que se tratava   de uma ex detenta em liberdade condicional. A partir desse fato, ninguém mais da escola teve coragem de fazer queixa contra o Edson.

No meio do ano passado, ele chegou meio jururu para o meu lado dizendo:
- Estou triste porque a família do meu pai, que mora em Goiás, vai mandar a passagem para eu ir morar com ele. Eu não queria ir porque gosto muito da escola.

Intimamente também fiquei triste, porém pensando na situação dele, respondi: "talvez seja melhor pra você, Edson, só peço que continue estudando, pois isso vai ser muito bom para o teu futuro".

Ele assentiu com a cabeça e voltou ao lugar dele. O grande problema do Edson é que era muito apegado na mãe e eu sabia disso. Viviam em condições precárias, porém, por ele, jamais abriria mão da companhia dela.

E chegou o dia da partida, o dia da última frequência na escola, eu estava com o coração apertadinho, entretanto, não demonstrei. Quando termina o último tempo, sou sempre a última a sair e ocorreu desse jeito no dia em que Edson faria a viagem à noite.

Assim, todos já haviam descido quando peguei minhas coisas e saí. Ao passar pelo portão, lá estava ele me olhando com aqueles olhos grandes...Corri para o abraço e desejei tudo de bom a ele, beijei a cabeça cheia de cicatrizes e nos despedimos.

Hoje me lembrei do Edson com saudades. E fiquei pensando no incontável número de Edsons inteligentes que existem e que se perdem nas drogas por falta de uma estrutura familiar e até mesmo por não encontrarem uma base de apoio em nenhum lugar.

Então cheguei à conclusão de que como educadores temos a obrigação ética, moral e humana de tentarmos ajudar esses adolescentes que tiveram a infelicidade de nascer à margem da sociedade e  por isso, vivem sem motivos para sonharem com uma vida melhor. Eu procuro fazer a minha parte. Boa noite.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Um alto preço


Hoje, simbolicamente, pois não sabemos a data com exatidão, foi o dia em que Jesus se tornou o cordeiro de Deus, ao levar sobre si os pecados da humanidade cumprindo a promessa descrita em Mateus 1: 21 assim dita a José pelo anjo:

Jesus pagou alto preço para se tornar o nosso advogado de defesa, o único que tem o poder de perdoar pecados sem Ele estaríamos irremediavelmente perdidos por toda a eternidade.

No momento de desespero em que todo o pecado da humanidade foi despejado sobre Ele, houve uma momentânea separação de Deus com o mestre que diante de tamanha dor clamou:

Entretanto, foi nesse exato instante que toda a maldição do pecado fora paga com sangue puro e inocente. A partir desse fato, todos que aceitam esse sacrifício, ao cometerem delitos nesta vida, pedindo perdão a Jesus são justificados por Ele junto ao Pai.

Sempre é bom termos em mente:
"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos purificar os pecado e nos purificar de toda a injustiça. 
1 João 1:9. 

Cabe lembrar que Jesus perdoou o ladrão na cruz quando afirmou: "ainda hoje estarás comigo no paraíso". 
Lucas 23: 43.

Após pagar a nossa dívida e a de nossos antepassados, Jesus cumpriu sua missão e bradou em alta voz: 



Assim, nessa passagem, Jesus que se sentiu abandonado no ápice da dor, reconcilia a humanidade junto a Deus, Pai, todo poderoso e espiritualmente segue para o paraíso: "ainda hoje estarás comigo no paraíso".

Para finalizar: Jesus pagou um alto preço para pagar a sentença feita no Jardim do Éden a nossos primeiros pais. Hoje, ainda temos tempo de aceitar esse sacrifício, pois está escrito:

 
Essa escolha precisa ser feita em vida, escolha, pois, a vida, aquela eterna antes que seja tarde demais porque o destino da nossa vida espiritual é decidida aqui e agora. 

 Um grande abraço a todos.

 
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
Mateus 1:21
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
Mateus 1:21

domingo, 13 de março de 2016

Perdão ...


Devemos perdoar tal qual uma criança e até mesmo como a humildade dos animais que muitas vezes são maltratados por seus donos e não carregam mágoas deles. Encontrei um texto bom na internet que reflete bem o que seria o perdão. 




Ao perdoarmos, tiramos da mente um fantasma que só nos faz mal, pois o ódio é o destruidor da nossa paz interior. Quanto mais rápido perdoarmos, mais paz inundará o nosso ser.


                                                     Bom dia a todos os amigos virtuais.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Educação: eu e as crianças Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ


"A falta de amor é a maior  de todas as pobrezas".
(Madre Teresa de Calcutá)

Neste ano de 2016,estou trabalhando com alunos do sétimo ano, são três turmas no turno matutino; a princípio, logo no primeiro dia de aula, pedi a eles que escrevessem um texto com o tema Quem sou eu? Isso para conhecer o que se passa na mentalidade dessas crianças que estão numa faixa entre onze e doze anos de idade. Ao ler os textos, senti a dificuldade pelas quais passam essas crianças provenientes de uma comunidade humilde, bem como as necessidades expressas nos textos, desde a falta de alimentação, até os dramas psicológicos de quem é criado pelos avós em situações paupérrimas. Essas crianças carregam o trauma de terem sido abandonadas tanto pelo pai quanto pela mãe e a revolta, escrita até de forma inocente é perceptível no texto. Sexta-feira foi o dia da reunião com os responsáveis e a muitos avós não sabiam assinar o próprio nome. Não dá para simplesmente ignorar a vidinha dessas crianças sem se envolver emocionalmente e então a responsabilidade pesa mais em meus ombros, pois sinto como obrigação minha não me deter em simplesmente ensinar conteúdos, mas também orientá-las para a vida. E como ainda estão numa fase ingênua, tendem a assimilar conselhos que servirão de base para o futuro e já que a família não tem condições para orientá-los, cabe a mim mostrar o caminho. Eu abraço essa responsabilidade e respondo por mim visto que muitos colegas de profissão pensam o contrário. Espero que, ao longo do ano letivo, possa eu conseguir transmitir a eles os ensinamentos necessários para seguirem o caminho do bem, não desistirem da caminhada estudantil para que possam, no amanhã, se tornarem cidadãos críticos e dignos de respeito na sociedade. Sei que a tarefa de educar é árdua, mas eu estou disposta a investir e apostar em cada uma dessas crianças. Fé e persistência é o que não me faltam.  Boa noite.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ O homem palmeira Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ



Na quarta-feira de cinza, saí para dar uma voltinha no centro da cidade, olhar o rio Negro repleto de embarcações que partiriam para Belém ou para o interior do estado do Amazonas. De onde eu estava, podia ver gente que descia e subia a escadaria, uns chegavam outros iam; o tempo é de estiagem e por isso, o rio Negro está bem abaixo da barragem e por isso, a areia da praia já estava formada o que preocupa as autoridades visto que poderemos ter uma seca prolongada, levando em conta que a época por aqui seria de chuvas constantes e isso não está ocorrendo. Ao longe, do outro lado do rio, vi a exuberância da selva, lá, tudo está verdinho e as  árvores altaneiras contrastam com a cor Coca-Cola do Negro. Depois de ficar ali, debruçada na muralha que separa o rio do Mercadão, fui passear no interior do mercado. Há praticamente de tudo nesse local, e na verdade, Mercadão é o apelido do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, construído todo em art nouveau e inaugurado em 1883. Gosto de ficar passeando e olhando as artes feitas manualmente, às vezes compro algum trabalho que me chamou muito a atenção especialmente os feitos em madeira. Depois, fui tomar um suco, ao ar livre e fiquei pensando na vida, quando se aproximou um homem humilde aparentando uns cinquenta e poucos anos, carregando um saco com muitas mudas de palmeira asiática rabo de peixe. Ele saiu oferecendo e a dona da lanchonete começou a ironizar afirmando que as mudas eram de algum charco regional e não tinha nada de asiática. Então o homem começou a falar feito um biólogo, conhecedor de tudo o que é palmeira e isso me chamou muito a atenção. Como podia um homem tão simples ir nomeando palmeira por palmeira, até as que ornamentavam o mercadão, falando a origem de cada uma? E foi assim que ele completou o discurso: "dona, essa palmeira que vendo é original e no comércio de plantas, a senhora não vai encontrar por menos de oitenta reais a muda, eu estou vendendo a dez reais porque preciso pegar dois ônibus". Dito isso, eu fiz sinal e ele veio ao meu encontro, comprei uma muda e comecei a especular como ele sabia tanto sobre palmeiras. A conversa foi agradável e eu, pensando comigo mesma, confirmei o que sempre defendi: aprendemos a todo momento, seja com pessoas letradas, com crianças e também com pessoas que nunca tiveram a oportunidade de frequentar uma escola, tal como foi o caso do homem citado. Abraços afetuosos a todos. 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ - Análise do conto A Carteira, de Machado de Assis - Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ



 "Não há ninguém mais fácil de enganar do que um homem honesto; muito crê quem nunca mente, e confia muito quem nunca engana."
(Baltazar Gracyán y Morales)

Narrador onisciente - sabe tudo sobre a história, demonstrando também, conhecimento sobre o que se passa na mente do personagem por meio da sondagem psicológica.
Personagens- Honório - Amélia, a esposa, Gustavo C. 
Espaço físico - Rio de Janeiro.
Tempo - cronológico e psicológico. Os fatos ocorrem rapidamente e é psicológico porque o narrador vai descrevendo as angústias de Honório.

Enredo

O conto gira em torno do personagem Honório, que é advogado, não bem sucedido na profissão, ele tem 34 anos, casado com dona Amélia e tem uma filha de quatro anos. Em casa, sempre recebe a visita de um amigo, o Gustavo, também advogado. A situação financeira  de Honório é péssima, visto que tem dívidas acumuladas devido a gastos que fazia com familiares e com a esposa que vivia entediada e se queixava da solidão a qual dizia sentir. Então foi justamente num dia em que saiu para procurar um agiota haja vista que tinha que pagar uma dívida no dia seguinte que encontrou a carteira a qual continha dinheiro suficiente para saldar os quatrocentos e tantos mil reis que devia. Essa era apenas uma das dívidas mais urgentes que precisava saldar. A partir desse fato, vamos conhecer as inquietações que povoam a mente de Honório em relação a devolver ou não a carteira que pertencia a Gustavo.

Comentários - adentrando na história:

Primeiramente, vamos analisar o nome do personagem principal, Honório, porque na literatura isso tem muita importância. Honório significa homem honrado, aquele que possui boa reputação e de certa forma, tal nome condiz com o perfil de Honório que se vê numa situação de dilema moral ao encontrar a carteira do amigo. Por outro lado, podemos perceber que a sociedade de 1884 é a mesma da atualidade, sociedade materialista, com raras exceções, habitada por pessoas solitárias e vazias as quais valorizam a aparência, a reputação superficial e nisso presenciamos a hipocrisia, pois a traição, que sempre foi condenada, se concretiza a portas fechadas. Honório é um homem dedicado à família e embora estivesse passando por sérios problemas financeiros, foi honesto ao perceber que a carteira encontrada pertencia ao amigo, decide então devolvê-la  sem entrar na privacidade dele, pois além do dinheiro, havia cartas e bilhetes dobrados. Assim, ao chegar em casa, encontrou o amigo e a esposa ambos um pouco preocupados. Logo que devolveu a carteira, Honório viu  o olhar desconfiado de Gustavo e ficou ressentido com a atitude do amigo, pois pensou que tal desconfiança se devia à enorme quantia em dinheiro. Amargamente se retirou do local e foi ao toalete para se preparar para o jantar. Enquanto isso, Gustavo devolvia a Amélia um bilhetinho, bilhetinho de amor que ela rapidamente rasgou em pedaços miúdos. Percebemos aqui a sordidez dessa mulher parasita que preenchia as horas ociosas agindo perfidamente, enquanto o marido contraía dívidas para oferecer a ela conforto e felicidade. Notamos que o tal amigo, era amigo da onça e trabalhando no mesmo meio em que Honório trabalhava, certamente conhecia a situação financeira ruim do amigo, embora no conto, o narrador ressalte que esse personagem não comentava com ninguém a situação pela qual vivenciava. Amigo verdadeiro não trai e quando pode, ajuda, porém essa não era a intenção do falso Gustavo que possuía uma boa situação financeira. Por fim, nesse conto, observamos meio perplexos o desfecho como a vitória do mal sobre o bem, mas foi por pouco, muito pouco mesmo que a verdade não veio à tona. E como estamos hoje? O conto reflete a realidade predominante dos dias atuais onde a honestidade, a generosidade e a fidelidade são tesouros contidos em poucos, em contrapartida, a deslealdade, a falsidade, a hipocrisia e a falta de amor ao próximo reinam soberanas na mente de muitos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Momento da poesia: quantos anos tenho?


Tenho a idade em que as coisas se olham com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a se acariciar com os dedos e as ilusões se tornam esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma louca labareda, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E outras, é um remanso de paz, como o entardecer na praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número marcar, pois meus desejos alcançados, as lágrimas que pelo caminho derramei ao ver minhas ilusões quebradas… Valem muito mais do que isso.
O que importa se fizer vinte, quarenta, ou sessenta! O que importa é a idade que sinto.
Tenho os anos que preciso para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pelo atalho, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus desejos.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa! Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto.

– José Saramago –

Há muitas pessoas que querem viver muito, mas não querem envelhecer. Complicado isso. É preciso entender que cada fase da vida tem sua beleza. Boa noite...

domingo, 17 de janeiro de 2016

Igreja de Laodiceia X Igreja de Esmirna


Numa época em que a incredulidade reside nos corações e mentes de tantas pessoas é preciso que nós cristãos não nos esquecemos das palavras de Jesus ditas à Igreja de Esmirna, que dentre as outras seis igrejas era a mais comprometida com a palavra de Deus e por isso era perseguida, além de não possuir bens materiais. 

Mas foi nessa igreja que Jesus encontrou seguidores fieis a sua doutrina. Muitos morreram apenas por professarem a fé em Jesus.

Atualmente, segundo alguns estudiosos, vivemos na época da Igreja de Laodiceia, a igreja dita por Jesus como 'morna', isso significa que tal igreja vive segundo os preceitos do mundo, é cristã, mas não pratica o verdadeiro cristianismo e ao contrário da Igreja de Esmirna era rica, mas paupérrima na fé.

 Das cartas enviadas às sete igrejas, a carta ao anjo da Igreja de laodiceia é a mais rigorosa, pois não há nenhum comentário positivo por parte de Jesus, o que encontramos em Apocalipse cap. 3: 15, 16 e 17 é o seguinte:

"Conheço as tuas obras, que não és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim porque és morno e não és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu". 

Tal igreja não buscava a verdadeira riqueza que é a espiritual, mas sim as materiais. Percebemos então o contraste entre a Igreja de Esmirna com a de Laodiceia. 

No momento em que muitos dirigentes de igrejas recebem quantias milionárias, fazendo da palavra de Deus um verdadeiro comércio, proclamando prosperidade em seus discursos, faz-nos lembrar da Igreja de Laodiceia. 

Por outro lado, temos o ateísmo. As pessoas não acreditam em Deus, pensam que vão morrer e que está tudo acabado. Em Marcos cap. 10: 28 está escrito:

"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo".

Quem não acredita numa vida espiritual vive sem esperança nenhuma e Deus criou o homem, não um robô, isto é,  com capacidade de escolha para dirigir a vida própria e acreditar ou não Nele. Essas escolhas são feitas no aqui e agora.

Retomando o versículo inicial, Jesus afirma para sermos fieis a Ele até a morte corporal, pois no final ganharemos a coroa da vida, da vida eterna. E o que Ele disse aos discípulos, antes de ser crucificado, é a maior promessa que acompanham todos os cristãos verdadeiros:










Esta é a nossa grande esperança. Um abraço solidário e que possamos continuar nesta vida, firmes na fé e vitoriosas no Espírito Santo de Deus, o Consolador, que Jesus deixou para nos ajudar a vencer o mal nesses tempos finais.

 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Primeira mensagem do ano: riqueza e salvação

As riquezas podem impedir que alguém receba a salvação? Vejamos o que Jesus falou a um jovem rico sobre esse assunto:
"Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me."
Matheus 19:21

Na época de Cristo e de Paulo muitas pessoas ricas converteram-se ao cristianismo e ajudavam os cristãos das igrejas primitivas que eram necessitados. 


Observamos que Jesus, ao conversar com o jovem rico, percebeu que o rapaz era muito apegado aos bens materiais que possuía e que esse apego exagerado estava impedindo que ele ganhasse a salvação.

O que Jesus quer de nós é que eliminemos o egoísmo e tudo que possa impedir a aquisição de nossa salvação. Isso vale para hoje. 


E fica a pergunta: atualmente, os ricos estão ajudando os pobres ou querem tudo só para si? Leia esta hipérbole dita por Jesus:

Mateus 19:24: “...é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”.

Jesus disse isso porque os ricos acabam confiando no dinheiro, deixando de lado a vida espiritual, ignorando os semelhantes, pois ficam dominados pelos bens materiais que o mundo oferece e que o dinheiro pode comprar.


Mas salvação não se compra com dinheiro e a mensagem de Cristo é clara:

"Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça..."
Mateus 6. 33 


Nesse sentido, quem busca o reino de Deus, independente de ser rico ou não está apto para adentrar no paraíso.

Um grande abraço e muita paz neste ano que se inicia.


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ - Feliz 2016 - Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ

E lá se vai mais um ano! 2015 foi um ano de vitórias para mim e posso dizer que ao longo desse ano que se vai, minha vida foi focada neste versículo que me ajudou a vencer os problemas e aumentaram mais ainda, a minha fé:
 



Pois é, durante o ano inteiro, estive sempre em sintonia com Deus sem deixar de observar as mudanças que operam no mundo na área econômica, na imoralidade que domina mentes, nas transformações pelas quais passa a natureza e na frieza de determinadas igrejas que se dizem cristãs cujos membros buscam na igreja, a prosperidade econômica em detrimento à salvação da alma.

As notícias da mídia inquietam, porém para quem segue as profecias de Jesus, sabe que vivemos nos fins dos tempos e a volta de Jesus está bem próxima.

Por falar em igreja, tudo indica que estamos vivendo na fase da igreja descrita por Jesus em Apocalipse 3: 14, 22, a igreja de Laodicéia a qual enviou uma mensagem ao anjo de lá: 

"Conheço as tuas obras; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. Porquanto dizes: rico sou, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado e miserável, e pobre, e cego, e nu..."

Entendemos que há muitas igrejas que deixaram de lado o real significado da morte de Jesus: " eu vim para que tenham vida e vida em abundância". Essa vida a que Jesus se refere é a vida eterna, a salvação da alma, que acontecerá por ocasião da segunda vinda Dele. Vejamos o que Jesus fala a esse respeito em Mateus 7: 21, 23:

"Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios? E não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal"!

Por essas características, podemos estabelecer uma ligação direta da igreja de Laodiceia com as igrejas atuais que têm este mesmo perfil. Por isso, todo cuidado é pouco para não nos enveredarmos por caminhos que não são os de Deus.

Com relação à imoralidade e vícios que assolam este século, basta nos lembrar do que Paulo afirmou:
 
E para terminar, fico com as palavras de Jesus: quando porém vier o Filho do homem, porventura achará FÉ na terra?
(Lucas 18:8)

É ... vivemos na era da incredulidade! Mas certamente existem os remanescentes, aqueles que conhecem e seguem as palavras de vida que Jesus transmitiu. A todos os amigos, desejo um ano de 2016 pleno de paz e aos amigos que vivem a fé em Jesus, nosso mestre, deixo esta mensagem que deverá nos acompanhar por toda a nossa existência:



Um grande abraço a todos. 

 

domingo, 15 de novembro de 2015

As lições de Jesus à mulher pecadora


Quando eu era criança, pensava que pecado seria apenas assassinar, matar e roubar, mas depois que comecei a me aprofundar na leitura bíblica aprendi que tudo que fazemos de errado é fruto do pecado. 

Lendo a história da mulher adúltera que estava preste a morrer apedrejada, como era costume na época, vemos Jesus falando àquela gente simplesmente uma frase:

"Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra". 
(João 8:7)

Ora, o pecado cometido pela mulher seria um pecado enorme, naquela época, pois quem seguia o judaísmo sabia que isso era digno de uma punição severa. Entretanto, aos olhos de Deus não existe pecadinho nem pecadão. 

A prova disso é a própria pergunta de Jesus acima. Certamente, as pessoas que se reuniram eram cumpridoras da lei, todavia reconheciam que eram também pecadoras.

Depois que todos se retiraram, vem mais uma lição para nós: "vá e não peques mais". Em outras palavras, não voltes mais a cometer adultério, sim porque somos pecadores e ao longo da vida, seremos tentados de outras formas, todavia cada pecado cometido, deve servir de lição para que não seja mais repetido. Além disso, é necessário orarmos pedindo perdão pelo pecado cometido.

Cabe ressaltar que, diante do pecado que se apresenta a nossa frente, o importante é resistir a ele: "...resisti ao diabo e ele fugirá de vós". (Tiago 4:7)

E assim vivendo, vamos evoluindo na fé, sabendo que temos ao nosso lado o melhor advogado de defesa:



Um grande abraço e tudo de bom a todos.


domingo, 25 de outubro de 2015

HÁ QUEM PASSE PELA VIDA












Há quem passe e deixe só cicatrizes,
Há quem passe semeando flores.
Há quem passe banhando-nos em lágrimas,
Há quem passe disposto a secá-las.
Há quem passe torcendo por nossa vitória,
Há quem passe aplaudindo nossos fracassos.
Há quem passe ajudando-nos a levantar,
Há quem passe fazendo-nos cair.
Há quem passe como sombra,
Há quem passe como luz.
Há quem passe como pedra no caminho,
Há quem passe como pedra de construção.
Há quem para todo todo deslize veja uma falha
irreparável,
Há quem nos ofereça o perdão.
Há quem ignore nossos erros,
Há quem nos ajude a corrigir.
Há quem passe rápido, veloz, despercebido,
Há quem deixe marcas profundas.
Há quem simplesmente passe,
Há quem fique para sempre no coração.
Há quem passe pela vida,
Mas, há quem não deixe a vida passar
Sem um gesto de carinho,
Sem o AMOR ofertar!


Lindo domingo!!!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dia dos Professores


"No Japão, o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois segundo os japoneses, numa terra que não há professores não podem haver imperadores." 
(Face)

O que comemorar no Dia dos Professores? Um país que nunca deu prioridade à educação está muito longe de se tornar um país desenvolvido. 

Evidente que qualquer pessoa que se mantém atualizada através da leitura de meios de comunicação sabe que um  país que não investe em educação condena o povo à ignorância e à pobreza cuja finalidade é a dominação de mentes para fazer da população suas marionetes em tempos eleitorais.

Se relembrarmos o que aprendemos em História, nos tempos em que estudávamos, vamos saber que o tipo de colonização de cada país reflete hoje no tipo de governo que temos. Havia dois tipos de colonização: a de exploração e a de povoamento.

A colonização de exploração, preponderante em terras brasileiras, é aquela em que colonos invadiam terras  para extraírem as riquezas por intermédio da escravização dos verdadeiros proprietários da terra, os nativos. 

Já na colonização  de povoamento, os colonizadores buscam desenvolver a região colonizada, criam leis, investem em infra estruturas e lutam para que a colônia se torne forte e independente, o exemplo desse tipo de colonização é a dos ingleses nos Estados Unidos.

A nossa colonização teve por símbolo a espada e a cruz que representam a violência de quem veio e a cruz como forma de controle de mentes. Sabemos que, desde a Idade Média, a igreja esteve a serviço de monarcas, sendo o primeiro poder na pirâmide social e de espiritualidade não tinha nada.

Segundo relembro do que estudei, por ocasião da nossa colonização, onde chegava um colono, abria-se uma igreja, bem diferente da colonização inglesa que, procurava construir escolas. Somos hoje o resultado dessa colonização que reflete o descaso dos governantes os quais não investem nos pilares essenciais da sociedade: educação, saúde e segurança. 

No Dia dos Professores, vou deixar uma frase de Samuel Lima: 

"Educação gera conhecimento, conhecimento gera sabedoria, e só um povo sábio pode mudar seu próprio destino". 

Bom dia.



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