Arquivo do blog

domingo, 23 de agosto de 2015

Mamões - Frutos do meu quintal



Nasceram  vários pezinhos de mamões  logo no final das chuvas de verão. E ainda estão nos pés porque só vou colhê-los quando ficarem mais amarelinhos. Mas preciso tomar cuidado, pois há uma variedade imensa de passarinhos, papagaios e curicas que visitam o quintal no final da tarde e pela manhã bem cedinho. São quatro pés de mamoeiro, sendo três fêmeas e um macho os quais nasceram a um metro e meio da varanda da cozinhas. Vejamos mais uma foto:


Bem acima do tronco, está repleto de mamões. Como almoçamos na varanda, as sementes foram jogadas junto ao pé de abacateiro e nesse espaço, qualquer sementinha cria vida. Neste ano, já colhemos cinco cachos de banana que se transformaram em doces e mingaus - tudo fruto do quintal, abençoado por Deus. Também estou criando galinhas e os ovos naturais são muito gostosos sem química nenhuma. Ganhei uma semente de caju, plantei e em três dias brotou.


A busca por uma alimentação saudável nos faz ver essas maravilhas da natureza. E o que tenho utilizado para adubar são simplesmente cascas de frutas e restos de folhas de verduras. Que beleza!


Um lindo domingo pleno de paz a todos vocês. 


domingo, 9 de agosto de 2015

A poesia e a importância dos livros



Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto -
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
                                            Castro Alves
                                            Espumas Flutuantes


Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.Bill Gates


sábado, 8 de agosto de 2015

Bendita Vida


Bom dia, vida - vida maravilhosa!!!

Vida: a cada dia,  com chuva ou sol?

M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.A!

A cada amanhecer sempre, sempre bela!

Quero todos os dias despertar

e ver esta beleza que me espera!

Um dia sei que dormirei  

e não mais acordarei,

levarei comigo as imagens dessa Terra

para a outra vida - aquela que não finda:

a vida infindável, indestrutível, a eterna!!!



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Abertura dos jogos interclasses na escola...



Foi uma semana corrida, mas valeu a pena. Os alunos fizeram bonito. Nesta imagem acima, estamos vendo a apresentação das turmas, cada uma, representando um Estado do Brasil. 



Ocorreu na quinta-feira tb a I Amostra Cultural e eu fiquei responsável pelo 8o. ano A, pois sou conselheira dessa turma.


Esses tipos de atividade os alunos gostam demais.

Boa noite



Refletindo: desculpe o transtorno ...



Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos.Nas relações mais próximas,
agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro.


Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos. Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. O outro também está em construção e também causa transtornos. 


E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer. Os erros dos outros, os meus erros. 

Os meus erros, os erros dos outros. Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão. 

Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício. 

O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma! Deixa-a leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos…Estou em construção!
TEXTO DE: Gabriel Chalita

Boa tarde, lindo fim de semana a todos.



sábado, 25 de julho de 2015

Análise do conto: A causa secreta, de Machado de Assis


Considerado o mago da literatura realista cujas obras são fontes inesgotáveis de pesquisa em teses de mestrados e doutorados na área de Letras, tanto nacional quanto internacional, o carioca mulato Machado de Assis, profundo conhecedor da alma humana, viveu à frente de seu tempo, pois suas obras refletem bem o retrato de muitos indivíduos do mundo contemporâneo.

Hoje vamos analisar o conto A Causa Secreta  que foi escrito em 1885 no jornal  Gazeta de Notícias (RJ) e depois agrupado no livro de contos Várias Histórias (1896). Faremos a análise dos elementos da narrativa para depois tecermos os comentários.

TEMPO: cronológico e psicológico.
ESPAÇO: predomina a casa de Fortunato.
PERSONAGENS: 
Garcia - o médico
Fortunato - o capitalista
Maria Luísa - esposa de Fortunato.
FOCO NARRATIVO - 3a. pessoa com um narrador onisciente, aquele que conhece toda a história e os pensamentos dos personagens.

ENREDO

O conto inicia nos apresentando os três personagens: Fortunato, homem rico, 40 anos e bem sucedido, excessivamente calmo, Garcia, curioso em relação ao comportamento de Fortunato e Maria Luísa, a esposa bela, triste e tensa de Fortunato. Esta narrativa não foi feita na ordem direta com começo, meio e fim, pois logo no início do conto, percebemos o flashback que em literatura significa uma volta ao tempo. Então o conto começa apresentando os três personagens na casa de Fortunato, envoltos num silêncio pesaroso e é a partir daí que o narrador onisciente nos passa a relatar a história. Garcia conheceu Fortunato numa peça de teatro em que poucas pessoas assistiam. Depois volta a reencontrá-lo num incidente em que um homem é ferido na rua, ferimento feito com punhal. Nessa situação, Fortunato dedica total atenção ao homem, mas depois que ele sara, ao ir agradecer-lhe juntamente com Garcia, trata o homem com total indiferença e frieza. Passa-se um tempo até que Garcia e Fortunato passam a se encontrar no mesmo meio de transporte da época e assim, tornaram-se amigos. Um dia, Fortunato, que era solteiro, confidenciou ao amigo que havia casado e aproveitou para convidar Garcia para almoçar, num domingo, a fim de conhecer a bela Maria Luísa de 25 anos. Nesse encontro ocorre uma grande simpatia entre Garcia e Maria Luísa que se intensifica com o tempo se transformando em amor, amor de Garcia por ela, assim explicado pelo autor: "Manso e manso, entrou-lhe o amor no coração". Outro detalhe importante é que nesse encontro, Fortunato convida Garcia para abrirem uma Clínica de Saúde em sociedade o que se concretiza e Fortunato vai demonstrar uma atenção especial para pacientes no pior estágio de sofrimento. E assim, muito interessado no sofrimento humano, Fortunato passou a estudar anatomia e fisiologia passando a rasgar e a envenenar cães e gatos. Como os gritos dos animais atordoavam os doentes da clínica, ele passou a fazer isso em casa e a mulher já não suportando o sofrimento dos animais pediu a Garcia que aconselhasse o marido a findar com esses estudos e experiências o que foi acatado por Fortunato. Com o passar do tempo, o médico começa a desconfiar que a bela esposa do amigo está doente, pois tossia e empalidecia cada vez mais, entretanto, ela sempre respondia que não tinha nada. O clímax, momento de maior tensão na narrativa,  ocorre no conto quando Fortunato é flagrado torturando um rato que, conforme ele explicaria depois, havia roído documentos seus. O massacre ao rato é presenciado por Garcia e Maria Luísa. O homem tortura o rato cortando com a tesoura uma pata, para depois passar o animal numa chama e assim ia alternando até cortar o focinho e encostar a carne na chama. E assim ia fazendo calmamente e cheio de prazer nos olhos, indiferente, parecia não ouvir nem ver o pedido de Garcia e da esposa para que parasse com aquilo e matasse o bicho de uma vez. Quando finalmente terminou, percebeu num sobressalto a presença da esposa e do amigo. É nesse momento que o narrador iniciou o conto. O desfecho vai ocorrer por ocasião da morte de Maria Luísa, acometida pela doença da época: a tuberculose. Apenas três pessoas estavam no velório: o esposo, Garcia e uma parenta da falecida. No decorrer da noite, Garcia  disse a Fortunato que fosse descansar, pois após isso, seria ele quem iria - visto que a parenta de Maria Luísa estava adormecida. Fortunato conseguiu dormir apenas por vinte minutos e devagarinho, para não acordar a parenta que dormia, chegou à porta da sala em que o corpo estava sendo velado e ficou assombrado com o que viu: Garcia beijou por duas vezes a face pálida da morta. O que se passou na mente de Fortunato foi um desfecho para um possível adultério, contudo, ele era isento de ciúme ou inveja, ele era apenas vaidoso. No entanto, quando Garcia caiu num choro compulsivo e as lágrimas de um amor calado jorraram em forma de lágrimas e soluços, Fortunato, do local em que se encontrava, saboreou tranquilo e deliciosamente o sofrimento longo do amigo.


COMENTÁRIOS

A pergunta que devemos fazer é esta: qual a causa que moveu  um homem capitalista a se interessar em investir numa clínica de saúde já que era um homem muito rico? A Causa Secreta é o título da obra que vai apresentar um homem frio, insensível, desprovido de sentimentos o que nos lembra em muito as características dos psicopatas. A crueldade é a marca da personalidade de Fortunato que sente prazer em ver o sofrimento - neste conto, tanto de animais quanto do ser humano, haja vista que no final do conto, ele se delicia com o sofrimento do amigo. Sabemos que na sociedade existem pessoas desse tipo e que são difíceis de identificarmos, mas segundo psiquiatras, os psicopatas apresentam dois comportamentos distintos em fases em que demonstram afeto e consideração aos outros e outra em que causam sofrimento às pessoas. Os sentimentos de afeto são aprendidos com a finalidade de manipular as pessoas porque psicopatas nascem sem sentimentos e qualquer ato bom feito por eles para beneficiar alguém é um ato hipócrita que esconde segundas intenções. E por falar em hipocrisia, lembremos que esta é outra característica apresentada nas obras realistas de Machado de Assis e nesse conto, a causa secreta a meu ver, nada mais é que nos apresentar Fortunato, um sujeito personagem psicopata. Psicopatia é uma doença de ordem psiquiatra que já estudei muito, por isso ao ler as entrelinhas desse conto, cheguei a esta conclusão e todo cuidado é pouco, porque tal doença existe tanto no universo real quanto no virtual - no virtual já fui vítima de um...rsrs. Beijos a todos.


  

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Dia especial


Hoje, dia 22/07/2015 - foi um dia muito especial para mim porque concluí com sucesso mais um curso na área de educação. Por isso, resolvi passar por aqui para agradecer e abraçar virtualmente todos os amigos que torceram por mim. Aos amigos do meu convívio diário, aos meus familiares e especialmente ao Senhor, pois nada eu seria sem a fé que carrego comigo, muito obrigada. Que o tempo passe, que os anos voem e que possamos chegar a uma idade bem avançada nos divertindo e contando histórias que juntos compartilhamos seja no universo virtual ou no nosso dia a dia. 

Beijo grande a todos.



sábado, 18 de julho de 2015

Hão de chorar por ela os cinamomos ...

Cinamomo - árvore de pequeno porte e flores aromáticas


Vamos ler hoje esta poesia de Alphonsus de Guimaraens, poeta mineiro, o mesmo que escreveu o poema A Catedral, já interpretado aqui. As características da poesia simbolista são: a espiritualidade, a musicalidade obtida através das aliterações, assonâncias e outras figuras de linguagem, a melancolia, o subjetivismo e a identificação do eu lírico com a natureza - características da poesia romântica; a preocupação formal na poesia, que é uma característica dos poemas parnasianos e a busca pelo universo transcendental. Essas características demonstram uma insatisfação com o contexto histórico em que viveram cujas ideias estavam centradas no materialismo de Karl Marx e do positivismo de Auguste Comte ambos ateus.


Hão de chorar por ela os cinamomos

Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.

As estrelas dirão: "- Ai, nada somos,
Pois ela se morreu silente e fria..."
E pondo os olhos nela como pomos,
Hão de chorar a irmã que lhe sorria.

A lua, que lhe foi mãe carinhosa,
que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios de pétalas de rosa.

Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim: "... Por que não vieram juntos?"


COMENTÁRIO:

Poema escrito em primeira pessoa em que o eu lírico demonstra sofrimento pela morte da amada. Observamos a figura de linguagem personificação ou prosopopeia nos seguintes versos: "Hão de chorar por ela os cinamomos." "As estrelas dirão: 'Ai, nada somos." A lua que lhe foi mãe carinhosa, / (...) há de envolvê-la/ Entre lírios de pétalas de rosa." Essas personificações vão significar que o eu lírico e a natureza sofrem juntos a morte da mulher amada, isso é observável no choro dos cinamomos, na fala das estrelas, no afeto da lua e até nas flores e nos laranjais que caem lembrando dela. No último terceto lemos o verso: "Os meus sonhos de amor serão defuntos..." significam que o eu lírico deixa expresso a vontade de ter morrido com a mulher amada e nos dois últimos versos a marca da espiritualidade ao citar os arcanjos que são anjos acima da hierarquia dos anjos. Esse poema foi escrito para a noiva do autor que faleceu muito jovem. Toda a poesia de Alphonsus é focada no sofrimento e quem sabe, retrato da vida que levou. 



sexta-feira, 3 de julho de 2015

A efemeridade da vida - Poema de João de Deus


Tive 10 dias de recesso no trabalho e já estarei retornando na próxima segunda-feira. Aproveitando o tempo livre, dei uma entradinha aqui e vou deixar uma poesia do poeta e pedagogo João de Deus, de Portugal (1830-1896). Ele pertenceu a 3a. geração romântica e com uma poesia lírica, sem exageros, utilizando uma linguagem simples, João de Deus cativou a população portuguesa. O que ele escreveu no passado vale uma reflexão para nós. 

A vida

A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge
A vida é nuvem que voa.
A vida é sonho tão leve
que se desfaz como a neve
e como o fumo se esvai:
a vida dura um momento,
mais leve que o pensamento,
a vida leva-a o vento.
A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
a vida é sopro suave,
a vida é estrela cadente,
voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
onda que  o vento nos mares,
uma após outra lançou.
A vida - pena caída
da asa da ave ferida
de vale em vale impelida
a vida o vento a levou!

(João de Deus)

Percebemos a utilização de uma linguagem bem compreensível nesse poema feito com rimas pobres, mas de profundo conteúdo. Sempre digo que o verdadeiro poeta precisa falar a linguagem do povo, isso sim é importante. Esse poema demonstra conhecimentos bíblicos, vejamos o versículo do Salmo 144:4 Davi afirma o seguinte: " O homem é semelhante a um sopro; seus dias, como a sombra que passa". Nesse sentido, o eu lírico faz uma reflexão sobre o quanto a vida da gente é breve e para demonstrar isso, utiliza  metáforas nesse poema de duas estrofes. Não é preciso muito esforço para entender a comparação da vida com as imagens sombra, nuvem, neve, fumo, flor, pena, ave, sopro, substantivos predominantes no conteúdo dessa poesia. Vez em quando é bom pararmos para refletir sobre esse tema e aplicarmos o Carpe Diem com atitudes de bem e sempre que pudermos dizer um eu te amo a quem amamos porque poderemos não ter outra oportunidade no futuro. Bom dia - dia de sol por aqui.



domingo, 14 de junho de 2015

O vestido de Laura - Cecília Meireles - Interpretação




Lindo? A Cecília Meireles foi professora e poeta da segunda fase do Modernismo . Não, eu não errei, ela não gostava de ser chamada de poetisa, mas sim de poeta. Ela fez parte da corrente literária chamada "Espiritualista" a qual trocaria mais tarde pela tendência neo-simbolista, ou seja, poemas com musicalidade, os quais lembravam a musicalidade dos poemas simbolistas.  A poesia de Cecília é intimista e  reflexiva, seus temas estão voltados para a percepção de que tudo passa e então essa passagem do tempo dissolve as ilusões, os amores e o próprio corpo. Ela nasceu no Rio de Janeiro e seu pai faleceu três meses depois que ela nasceu e a mãe faleceu quando ela tinha três anos, foi, pois, criada pela avó, D. Jacinta. Casou-se com o pintor português Fernando Correia Dias com quem teve três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda - artista teatral de sucesso. Infelizmente, o esposo suicidou-se e cinco anos depois, ela se casaria com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinicius da silveira. Já deu para perceber que sou fã da Cecília. Nascimento: 1901. Falecimento: 1964.


O VESTIDO DE LAURA


O vestido de Laura
é de três babados,
todos bordados.

O primeiro, todinho,
todinho de flores
de muitas cores.

No segundo, apenas
borboletas voando,
num fino bando.

O terceiro, estrelas,
estrelas de renda
-talvez de lenda...

O vestido de Laura,
vamos ver agora,
sem mais demora.

Que as estrelas passam,
borboletas, flores,
perdem suas cores.

Se não formos depressa,
acabou-se o vestido
todo bordado e florido.

INTERPRETAÇÃO


Esse poema foi feito em sete estrofes de três versos, chamados tercetos e é fácil compreender o que o eu lírico quis transmitir. Observamos que o vestido de Laura é composto de três babados, cada babado possui bordados diferentes. O primeiro babado tem flores de muitas cores, como bem gostam as crianças.  O segundo apresenta borboletas em bandos que nos lembram a fase da adolescência, aquele tempo em que a maioria da garotada gosta de andar  em grupo e o terceiro, a terceira idade representado pelas estrelas de renda como bem gostam de tecer as nossas vovós ou de lendas. Sim, lendas reportam a um tempo passado, muito antigo, tempo vivido que não voltará jamais. No quinto terceto, subtende-se um convite a viver o hoje: "O vestido de Laura, vamos ver agora, sem mais demora". A conjunção explicativa "que" inicia a sexta estrofe e explica por que devemos aproveitar a vida (carpem diem): o tempo corre depressa, as estrelas passam, borboletas e flores perdem a cor e de repente, tudo se acaba. O vestido de Laura é a vida de todo ser humano: começo, meio e fim.


 Lindo domingo a todos.



sábado, 13 de junho de 2015

SER PROFESSOR


Ser professor 
é professar a fé
e a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
Ser professor é consumir horas e horas,
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Ser professor é entrar cansado, numa sala de aula e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...
Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito
rara que necessita de atenção, amor e cuidado.
Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés.

(Darwin Ianuskiewtz)



Atualizando



Nuss ... dessa vez, demorei, hein? Pois então, estou terminando, finalmente, a minha monografia! Uuuuu ... felizmente, tudo que imaginei no pensamento para este trabalho está se cristalizando no papel. Trabalho de dedicação porque não gosto de nada mal feito. Onde coloco a minha mão, precisa ser feito com carinho e responsabilidade. Na escola, muita confusão, polícia, brigas, ameaças de morte entre alunos, expulsões. - É, meus amigos, deveríamos ganhar melhor, pois a qualquer hora, nesses bairros de periferia, poderemos ser vítimas de balas perdidas. Todavia, seguimos à frente com fé em Deus, pois quem tem Jesus Cristo no coração não tem por que temer a morte visto que lá do outro lado com certeza é um local de paz e alegria e eu espero que seja de muito trabalho, tendo em vista que não sei ficar parada. Um lindo fim de semana para vocês, aqui promete...uuuu. Promete um dia lindo de chuva...Ah, eu adoro a chuva! Beijos a todos.


DEVANEIOS - JULIO IGLESIAS




Me diga de verdade
O que sentes comigo
Se eu sou o teu amante
Ou apenas amigo
Quero me convencer se ficou já nem sei
Alguma coisa boa, do amor que eu te dei
Me diga se mentias quando me abraçavas
E ao me dar teu corpo depois me enganavas
Se os teus caprichos e sonhos são feios
Já não me interessa com teus devaneios



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Por que Mentias? Álvares de Azevedo - Comentário


Desde muito cedo, li as poesias do estilo Romantismo, sempre gostei e mesmo sendo tão jovem, gostava dos poemas. Eu encontrava livros numa velha estante da minha avó e passava horas lendo aos 12 anos de idade. Por que mentias é um poema de Álvares de Azevedo, poeta da segunda geração da escola romântica também conhecida como Ultrarromantismo ou Mal do Século. Essa geração foi marcada pelo pessimismo, saudosismo, solidão, evasão, idealização do amor e da mulher. Além disso, era uma geração revoltada com a época em que viveu e por viver intensamente, a morte era prematura e vista como forma de se livrarem do sofrimento. Manuel Antônio Álvares de Azevedo, poeta, contista, dramaturgo e ensaísta  é o nosso maior e melhor representante dessa geração que morreu aos 21 anos, deixando obras que lembram os dias hodiernos. Paulista, nasceu em 1831 vindo a falecer em 1852 no Rio de Janeiro. Sua obra mais conhecida na poesia é Lira dos Vinte Anos. Vamos ler então, o poema Por que mentias:

Por que mentias?

Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e se minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?

Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias!

Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu porque mentias!

Vê minha palidez - a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito! Eu morro! eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

Comentário

Nestes quartetos, o eu lírico caracteriza a mulher de forma ambígua porque, logo no primeiro quarteto, ele a insulta e elogia: "Por que mentias leviana bela?". Certamente ela o trocou por outro. Depois, a acusa de ser ingrata, insensível não merecedora do amor que ele a ela dedicou. Nesse sentido, exprime a consequência extrema de um amor não correspondido: "Por tua causa desespero e morro..." / "Pousa a mão no meu peito! Eu morro! eu morro!". Como podemos averiguar, o eu lírico expressa na poesia o sentimento de amor não correspondido o qual faz qualquer um se sentir rejeitado e a decepção é uma ferida cujo único medicamento eficaz é o tempo - e como ele passa lento para quem sofre as dores de amor.



: onselectstart='return false'