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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Separação, Melancolia, Luto, segundo Freud



Gosto das teorias de Freud para explicar situações que são inerentes a todos; há um texto dele chamado "Luto e Melancolia"  onde explica que a perda de um amor iguala-se, dum certo modo, à morte física de uma pessoa. O estado de luto, onde a tristeza prevalece, difere-se do estado melancólico, uma vez que a melancolia é considerada pelo psicanalista como uma patologia. (doença).  Sabemos que o luto e a melancolia se apresentam em situações muito semelhantes ao longo da vida, sendo que o luto  está relacionado à perda, enquanto que a melancolia, sinônimo de depressão, o mal que tanto assola a humanidade deste século. O luto, para o pai da Psicanálise, não está apenas ligada à morte, exatamente por ser uma condição ligada à perda, mas para que esse sentimento de perda seja considerado 'luto' o impacto psicológico dessa perda deve ser  superado num determinado tempo, não muito longo. Se o indivíduo em luto não conseguir tocar a vida normal, fechando-se para a vida, as características do luto vão se aproximar da melancolia, constituindo-se aos poucos em doença psíquica. Neste caso, desânimo, perda de interesse por atividades normais e vontade de se isolar, seguidos pelo sentimento de auto-recriminação e culpa serão visíveis em pessoas que tem a predisposição a adquirir a neurose obsessiva. No Luto normal, a perda de um ente, traz como consequência a dificuldade de adotar outro alvo de amor e libido, impulsionando o indivíduo ao desvio da realidade.Entretanto,o normal é a superação deste estado, não de forma imediata, mas sim paulatinamente. Já com relação a melancolia, Freud salienta que se trata de uma alteração psíquica relacionada a uma elaboração anormal do luto em que o indivíduo ao perder, perde juntamente, numa linguagem popular, a si também, por isso mesmo prefere viver fora da realidade. Comparando o luto e a melancolia podemos afirmar que o luto está ligado intrinsecamente com a baixa autoestima e pode estar associada à insônia e perda do apetite. Neste sentido, segundo Freud, a libido sem ter direcionamento, conduz o afeto a revoltar-se  contra o ego, resultando  na perda de uma parcela da identidade do indivíduo e com isso, o sofrimento é inevitável devido a este conflito interior. Em certos casos de melancolia onde a pessoa não busca ajuda de um profissional nem tem apoio de alguém próximo, a opressão sentida vai culminar em suicídio. Portanto,  na melancolia o ego sucumbe, já no luto normal no que se refere a perda, por exemplo, de um amor, ao voltar o interesse por outra pessoa e ser correspondido, a libido supera o trauma, tornando essa pessoa apta para seguir confiantemente adiante. Por tudo o que vimos, pessoal, fica claro o seguinte: existe o luto natural, aquele que superamos fácil; quando esse luto não é superado, transforma-se em melancolia a qual é considerada doença psíquica, resultante de traumas pelas perdas que temos. A meu ver, o apego exagerado a alguém vai nos conduzir a esse estado doentio, logo não devemos entregar a nossa identidade, o nosso ser a outra pessoa, a não ser a Deus. Só Ele merece toda a honra e todo louvor. Ele sim, deve estar sempre em primeiro lugar na nossa vida. Grande beijo, paz e bem.

domingo, 29 de setembro de 2013

Linda poesia: O Adeus de Teresa - análise



 O "adeus" de Teresa

A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus...
E amamos juntos... E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala...

E ela, corando, murmurou-me: "adeus."

Uma noite... entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus...
Era eu.... Era a pálida Teresa!

"Adeus" lhe disse conservando-a presa...

E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"

Passaram tempos... sec'los de delírio
Prazeres divinais... gozos do Empíreo
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse - "Voltarei! ...descansa!... "
Ela, chorando mais que uma criança.

Ela em soluços murmurou-me:... "adeus!"

Quando voltei... era o palácio em festa!...
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei!... Ela me olhou branca ...surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!...

E ela arquejando murmurou-me:... "adeus!"

(Castro Alves)  


_______________ 


Lindo poema romântico que nos remete à segunda geração da escola literária do  Romantismo,o ultra-romantismo.Lembra mesmo o ultra-romantismo pelos seguintes fatores: faz referência na primeira estrofe à natureza a fim de expressar os sentimentos do eu lírico, há uso da linguagem repleta de frases exclamativas e a presença abundante de adjetivos. No entanto, o poeta não é da segunda geração romântica, mas sim da terceira geração, por esse motivo, vamos presenciar um eu lírico ousado e utilizando uma boa dose de sensualismo em relação ao tema desenvolvido num baile da corte. Neste sentido, o amor e a mulher se aproximam da realidade, saindo da fantasia tão presente nos poemas da segunda geração onde a mulher era a virgem imaculada e ingênua. O eu lírico vai registrando nas três primeiras estrofes o sexo feito em sua plenitude, sem tabus e sem rodeios.Analisando mais atentamente, verificaremos que há forte presença de cromatismo, como recurso expressivo na literatura, ou seja, duas cores se destacam, uma na primeira estrofe: 

"E ela, corando, murmurou-me: "adeus."

E a outra na última:

"Entrei! Ela me olhou branca surpresa!"

Assim essas duas cores estão relacionadas com o primeiro encontro e no final, com o desencontro. Certamente o namorado não deu notícias e demorou para voltar e por causa disso, como bem ocorre atualmente, a Teresa partiu para outra, cansada de esperar.  Castro Alves foi um grande destaque da poesia romântica exatamente por escrever poesias próximas da realidade e estar engajado na poesia social em defesa da causa dos escravos. Ele nasceu dia 14 de março de 1847 na fazenda Cabaceiras, interior da Bahia, hoje município de Cabaceiras do Paraguaçu.Um tiro acidental durante uma caçada, atingiu seu pé esquerdo, resultando numa amputação. Como muitos outros poetas românticos, faleceu aos 24 anos na Bahia vítima de tuberculose.

Lindo domingo a todos. Essa poesia dedico a meu amigo virtual, o baiano Jorge. 

sábado, 28 de setembro de 2013

Um dia de paz - sem tribulações

Não há nada mais gratificante do que depois de uma semana de trabalho adormecer serenamente com a sensação de dever cumprido e com a consciência de que o bem prevaleceu em tudo o que fizemos. 

Apesar das tempestades, Deus cuida de nós e toma para si as nossas dores de forma surpreendente, quando menos esperamos. 

Sei que é difícil não nos abatermos com as investidas e gargalhadas do inimigo, porém é muito importante que tenhamos equilíbrio emocional para não nos entregarmos à idéia de fracasso ou pensar que está tudo perdido. 

Com Deus não há nada perdido e pensem bem nisso: mesmo que percamos, caso essa perda tiver sido permitida por Deus, ainda saímos vitoriosos porque o Senhor quer nosso bem e conhece o futuro. Ele jamais vai nos conceder algo que possa se transformar no amanhã na nossa desgraça. 

Portanto, não devemos abaixar a cabeça diante de situações adversas, nem lamuriar, nem se entregar ao pessimismo, mas sim adorar ao Deus eterno e imortal que conduz nossos passos. 

Não estamos sozinhos nessa guerra espiritual do bem contra o mal, pois aquele que tem poder para acalmar a tempestade no alto mar da vida, domina também as investidas do inimigo contra nós. 

O inimigo usa pessoas que amamos para atacar-nos para a nossa dor ser maior, portanto, não devemos nutrir ódios por elas porque na verdade, estão sendo instrumentos do diabo, usadas para abrir feridas em nossas almas. 

Quem tem consciência dessas verdades, atravessa o mar vermelho tranquilamente visto que só o Senhor derruba muralhas e abre o imenso mar Vermelho para os seus filhos amados passarem. 

Quero com essa mensagem dizer a você, meu amigo, minha amiga, que o Deus que acredito está conosco e não dorme, Ele tem o tempo certo de agir, de intervir por ocasião das tentações, sabendo até onde podemos suportá-las:

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”. 
(1 Coríntios 10.13)

Assim é a nossa história, a guerra que enfrentamos é interior e espiritual, entretanto, se formos conhecedores da palavra, aguentaremos as provações e provocações com a firme convicção de que o livramento virá.

O imprescindível é termos calma nessa hora, paz diante das aflições, confiando sempre no Senhor o qual permite que passemos por situações radicais a fim de que possamos viver por aqui plenos da fé e da esperança sem esmorecer.

Quem não possui essa fé, vai se desesperar diante das incontáveis batalhas espirituais que o anjo do mal lança contra os seres humanos.

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.”  
(Romanos 5.3,4)

Meu abraço fraterno a todos. Paz e bem.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Poesia feita a pedido de uma aluna ..he, he: contexto da Inconfidência


Naqueles tempos distantes
gente simples, rica e bonita
cochichava de longe,
ansiando a liberdade

desse país exuberante.
Tramavam às escondidas
poetas, padres, maçons, dentistas
advogados e juristas.
Tramavam com galhardia
um meio para afastar
seja por bem ou por mal
o explorador Portugal.
O engraxate lustrava
os sapatos do português,
pensando consigo mesmo:
"- já vai chegar a tua vez."
Até o padre Rolim
ironizava o português
querendo ver o seu fim
nem que fosse morrer.
Lá vai o padre a pregar
sem nada mais a temer
dizia por entre os dentes:
"quem plantou há de colher."
Ouviu-se um grito estranho
da clínica de Tiradentes
que extraía um dente
com força e sensatez
o dente, meus caros amigos,
era de um português.
Imaginando que o dente
seria um dia Portugal
que seria extirpado
desta terra varonil
que hoje se chama Brasil.
Mas entre o povo havia
uma anônima serpente
que expeliu todo veneno
pra cima da nossa gente.
Corram, corram bem depressa,
lá se vem o traidor
vem com um sorriso no rosto
e para nosso desgosto
nossa gente entregou.
O padre Rolim padeceu
com um sorriso alargado
Tiradentes corajoso
- coitado, foi enforcado.
Mas antes de padecer
e de ter o corpo cortado
disse ao estrangeiro:
- se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria
pra salvar meus companheiros!
Tiradentes não morreu
com essa grande vitória
hoje está incrustado
nas páginas da nossa História.
_________

Um beijo grande e um lindo dia a todos.

domingo, 22 de setembro de 2013

Cuidado!



 "O melhor disfarce para o inimigo é a amizade."
  (Matheus Silva Reis)

Não posso colher rosas, 
se na vida só plantei espinhos. 
Se entre dois caminhos escolhi o mais fácil, 
deixando-me seduzir 
pela aparência de alguém, 
sem primeiro tentar desvendar 
o que se ocultava por detrás 
de uma face bela: a sua essência. 
Se optei seguir nesta existência, 
estradas desconhecidas, 
sem estar bem preparada, 
sem conhecer o terreno que pisava, 
fui imprudente e desprevenida. 
Na grande selva da vida, 
há almas feitas de aço, 
poucas feitas de carne.  
É preciso tomar cuidado 
com as nossas escolhas 
neste viver pesaroso, 
tão cheio de dissabores, 
tão parco de alegrias! 
Estamos  inseridos 
num viver desconhecido 
sem saber na verdade, 
quem de fato é amigo.
Sejamos  diligentes, 
sem baixar a nossa guarda, 
pois nesta selva de pedra, 
qualquer vacilo é uma vantagem,
 que damos à besta fera, 
pra nos devorar
com vontade.  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Florbela - Uma Mulher à frente de seu Tempo


Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

(Florbela Espanca)

Florbela Espanca foi uma poetisa portuguesa contemporânea do movimento modernista, liderado por Fernando Pessoa e pelo movimento Orpheu. Entretanto, a poetisa não fez parte desse movimento, pois preferiu compor sonetos, forma fixa de poemas não mais utilizados pelos primeiros poetas modernistas que preferiram utilizar os versos brancos na poesia. Os temas de Florbela são o sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo imenso de encontrar felicidade. Ao lermos a biografia da poetisa, poderemos perceber que seus poemas refletiam muito o que se passava em seu interior. No entanto, Florbela pode ser considerada uma mulher ousada para o tempo em que viveu visto que na época, para uma mulher escrever um poema com o conteúdo acima, seria como se insurgisse contra todo moralismo da família burguesa. Com relação ao conteúdo do poema acima, percebemos que este soneto é uma exceção no tocante aos outros que escreveu  onde apregoava o amor como sendo eterno, único e verdadeiro. De fato, o assunto desenvolvido pressupõe a efemeridade do amor que, na visão do eu lírico, deveria ser vivido intensamente em  cada momento que aflorasse na vida. Isso nos faz recordar dos versos de Vinicius de Moraes em cujo poema Soneto de Fidelidade escreveu: "Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure."Cabe ressaltar que Florbela suicidou-se aos 36 anos. Lindo fim de tarde a todos. O sol está exuberante por aqui.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quem vai amarrarar o guizo no pescoço de Faro-Fino?

A Assembleia dos Ratos
 
-Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.
Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembléia para o estudo da questão.  Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos à lua.
– Acho — disse um deles — que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.
Palmas e bravos saudaram a luminosa idéia.  O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse — Está tudo muito direito.  Mas quem vai amarrarar o guizo no pescoço de Faro-Fino?
Silêncio geral.  Um desculpou-se por não saber dar nó.  Outro, porque não era tolo.  Todos, porque não tinham coragem. E a assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação.

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Atribui-se essa fábula a Monteiro Lobato. Estava aqui terminando a minha faxina na madrugada e lembrei-me dessa fábula que nos traz lições preciosas para nossa vida prática, às vezes, é preciso que apanhemos para aprendermos determinadas lições. Pois bem, logo que me formei fui trabalhar numa escola, repleta de idéias revolucionárias em relação à luta pela qualidade de ensino e meu alvo era a rede estadual de ensino. Em lá chegando, escolhi minha metodologia inovadora, totalmente fora da tradicional de ensino e como sempre, idéias inovadoras encontram resistência. O problema é que nessa escola os professores eram tradicionais e muitos estavam próximos da aposentadoria. Um dia resolveram fazer uma reunião, sem a presença de ninguém da direção da escola e me convidaram a participar. Afirmaram que não concordavam com certas atitudes da direção e que precisariam tratar desse assunto na próxima reunião com todos presentes. Conversa vai, conversa vem e de repente, um prof. explicou que era necessário que alguém começasse o assunto, assim os demais dariam prosseguimento, reforçando o que a primeira pessoa falou. Mas quem iniciaria o assunto na reunião? Todos se calaram, olharam para mim e eu ingenuamente disse: "bom, se é por falta de alguém que inicie o assunto, não tem problema, eu começo". Assim ficou combinado e todos saíram contentes. No dia da reunião com todos presentes, era chegada a vez de os professores se manifestarem; eu levantei a mão e comecei o assunto. Quando terminei, a diretora perguntou, se alguém mais queria complementar o que eu havia abordado. Para minha decepção nenhum abriu a boca, então a diretora se virou para mim e disse: "parece que só você, professora, está vendo esse tipo de problema, vamos prosseguir a reunião." Ahaaa, nussss ... eu fiquei com a cara de tacho, totalmente sem graça, no entanto, desde esse dia, por mais que me convidassem para "reuniões" particulares não mais aceitei. Pelo o que lemos na fábula acima, os ratos medrosos conseguiram livrar a própria pele, o que não aconteceu comigo por ser imatura e ter ido na corda dos outros. Assim aprendi uma lição: muitas vezes, quem está nos atiçando muito, na verdade, quer ver mesmo é a nossa desgraça, como apanho uma só vez, nunca mais entrei nessa. Linda madrugada a todos e lembrem-se sempre: nada de ir na corda dos outros, pois coração dos outros é terra que ninguém anda, ou seja, não temos como saber as verdadeiras intenções deles, na dúvida, melhor se esquivar.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Tentações em forma de Tristezas e Angústias


Na vida temos momentos de tristezas tão intensos que até o dia mais claro parece a nossos olhos, escurecer, alie-se a isso à tensão nas costas. Quando sinto isso, a minha reação é ficar quietinha, dando respostas sucintas e orar em silêncio para que essa sensação passe e passa. Ontem um aluno havia afirmado que parecia estar condenado a sofrer visto que nada dava certo na vida dele. Respondi que quem pensa assim, está se condenando a se tornar num morto em vida e deve passar pela terapia de Deus a fim de entender que tudo na vida é efêmero, nada permanece igual, a não ser que o pensamento esteja  condicionado a ficar rodando o mesmo CD da melancolia o qual trará como consequência, a depressão. Muitos fatos ruins que acontecem conosco ou até mesmo a aproximação com pessoas negativas espiritualmente podem nos deixar nesse estado. Existe um mundo espiritual ao redor de nós que precisamos entender para podermos lidar com ele; o próprio Jesus passou quarenta dias e quarenta noites sendo tentado pelo chefe desse reino e depois de resistir, sempre citando versículos das escrituras sagradas, passou a expulsar esses demônios que estavam no corpo de muita gente, condenando-as a levarem uma vida em trevas. São Pedro foi testemunha ocular de tudo isso:


"Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar". 
(1 Pedro 5:8)

Desta forma, mesmo estando firmes na fé não estamos isentos de sermos atacados pelas hostes do mal, o que precisamos fazer é ficarmos atentos aos sintomas dessa investidura, não aceitando pensamentos derrotistas, orando a Deus para que afaste de nós o leão invisível que quer nos lançar no poço imundo da depressão. Somos seres mutantes, moldados pelo que pensamos, portanto é proibido aqui darmos permissão para pensamentos negros se alojarem em nossas mentes, tornando-as abrigo da tristeza, da angústia e da depressão. A última vez que me senti deplorável não tinha forças nem para orar, ou melhor, as orações pareciam parar no teto da casa e o dia se arrastava, então conversei novamente com o Senhor dizendo: "Senhor, como poderei ajudar as pessoas, se não posso nem ajudar a mim mesma? Para ajudar é preciso já ter passado pelo problema." Essa foi a última oração que fiz, pois a resposta foi quase imediata. Deus age de forma que não consigo explicar, mas se você for sincero, a resposta virá. Mas lembre-se:

 "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós". 
(Tiago 4;7)

Resistir ao diabo é não aceitar no pensamento o que ele fica murmurando, afirmando que somos inúteis, derrotados e que o melhor é morrer. Ideias de suicídio não provém de Deus e derrotado é ele que já foi julgado e condenado. Pensem nisso. Beijos

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Miauuuu .. O Pulo do Gato ... e da Gata Também !


A onça pediu ao gato que lhe ensinasse a pular, porque o maior mestre de pulos que há no mundo é o gato. O gato ensinou uma, duas, três, dez, vinte qualidades de pulos. A onça aprendeu todos com a maior rapidez e depois convidou o gato para irem juntos ao bebedouro, isto é, ao lugar no rio onde os animais descem para beber.
Lá viram um lagarto dormindo em cima duma pedra.
— Compadre gato — disse a onça — vamos ver quem dum pulo pega aquele lagarto.
— Pois vamos — respondeu o gato.
— Então comece.
O gato saltou em cima do lagarto e a onça saltou em cima do gato — mas este deu um pulo de banda e se livrou da onça.
A onça ficou muito desapontada.
— Como é isso, compadre gato? Esse pulo você não me ensinou…
— Ah, ah, ah! — fez o gato de longe.
— Isto é cá segredo meu que não ensino a ninguém. Chama-se o “pulo do gato” — meu, só meu. Os mestres que ensinam tudo quanto sabem não passam duns tolos. Adeus, comadre! — e lá se foi.

Essa fábula pertence ao nosso Monteiro Lobato e e eu aqui, num intervalo de tempo estava me lembrando dela. Podemos tirar várias lições para nossas vidas e até mesmo os próprios políticos nefastos a utilizam e creio que sabem mesmo todos os pulos. Lembro de que quando fiz uma grande amizade com "uma senhora" do yahoo, contava a ela várias coisas que aconteciam comigo no universo virtual; mas sobre as minhas particularidades da vida real, não, porque algo interior me impedia. Não sei bem explicar o que era, pois quando entrei no Yahoo em 2008 era muito ingênua visto que, graças a Deus, na minha vida cotidiana, não havia encarado gente com tão alto nível de maldade. Então, pessoal, a minha rede estava repleta desses seres com múltiplas contas  inseridos na minha. É verdade que conseguiram hackear a minha senha e se apossarem da minha conta, mas jamais souberam sobre a minha vida particular e esse foi meu pulo do gato. Sempre que conversava com ela no MSN era aquela alegria, essa alegria foi real, na verdade, passei por uma situação delicada e senti o afago dela de longe. Há um mistério com essa usuária, pois muitas vezes, tive a nítida sensação de estar teclando com um homem. Bom, já, já, terei que sair, então vamos ao que interessa, observe essa frase do gato:

— Isto é cá segredo meu que não ensino a ninguém.

Em termos do processo ensino/aprendizagem, não concordo com o gato, mas foi o que o salvou na sua vida felina; costumo ensinar tudo o que sei, compartilhando o conhecimento com os discentes, esta é a minha missão. O que queria salientar com essa fábula é que, na selva virtual, devemos ter todo o cuidado ao falarmos sobre a nossa vida, pois não sabemos de fato com quem estamos lidando. Muitos invisíveis se aproximam de nós, movidos por interesses torpes fingindo-se de 'amigos' a fim de ganhar a nossa confiança para depois dá o bote da cobra. Lembrem-se, amigos e amigas, a selva é muito perigosa e é nela que interagimos. Cuidado também a quem enviam emails, no meu caso, perdi até a conta do hotmail porque ao grampearem o meu computador criaram um sério problema junto a Internet Explorer/Windows. É eles disseram que eu, imagine só, que nada entendo de informática, infringi as normas do contrato dos emails. Para quem pensa que não é possível grampearem, cuidado, pois é possivel sim, basta marcamos onde está escrito assistência remota, aí pronto, abrimos as portas e ficamos à disposição da ação desses hackers. Cuidado de novo ao escreverem para users do resposta via email oficial, aquele fulano@yahoo. com / Nunca escreva por meio desse email, responda sempre através de "responder a mensagem". Ok, pessoal? Nesse jogo onde as peças são humanas roubaram a minha conta, infestaram meu computador de vírus letais que atingiram a placa mãe, perdi a conta, jamais a dignidade de lutar e buscar os meus direitos junto ao Yahoo. Guarde então o seu "pulo do gato", não abra a guarda na selva para não ser surpreendido por onças. Beijos, já estão me chamando por aqui.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Rejeição



"O sofrimento é passageiro, desistir é para sempre."
( Lance Armstrong)

Vivemos uma guerra interior movidos num universo só nosso, desconhecido, altamente influenciável por palavras dos outros, por tratamentos aversivos que nos dão a sensação de rejeição. 

Dizem por aí que um feto sente, quando não é desejado, já no ventre materno e ao nascer e ir se desenvolvendo não consegue entender o porquê de seu comportamento desajustado.

Sentir-se rejeitado é a pior sensação que podem fazer ao ser humano, rejeitar é ignorar, tratar com desprezo, ser indiferente a alguém.

Muitas vezes, na ânsia de ser aceito, o indivíduo faz de tudo para agradar e o que recebe em troca são humilhações que vão minando sua resistência interior, aniquilando o seu amor e após tantas depreciações, acaba por desistir definitivamente de alguém.

A História de Jesus:

Jesus também foi rejeitado pelos seus, aqueles que tanto amava, sendo trocado por um ladrão. 

Imaginemos o sentimento de rejeição que Cristo sentiu no momento em que aquela gente ingrata a qual por ela tantos milagres fez, bradava euforicamente e em conjunto: 

- Solta, Barrabás, solta Barrabás!

Quantas vezes fazemos tanto por alguém e somos trocados pelos " Barrabás" da vida?

Creio que são poucas as pessoas que não passaram por situações como essa.

O calvário de Jesus nem se compara com o nosso porque Ele carregou naquela cruz o peso do pecado da humanidade e no ápice da dor emocional e física, bradou em alta voz:

- Deus meu, por que me desamparaste?

Ah! A solidão da cruz foi terrível. Também é terrível, quando nos sentimos abandonados por todos, inclusive por aqueles que mais amamos.

Estou tentando explicar com palavras o que sentimos, quando nos abandonam e nos rejeitam e nos desprezam.

Neste exato momento, se você estiver se sentindo assim, olhe para a cruz porque não houve quem fosse mais humilhado, mais rejeitado, mais ignorado, como o inocente filho de Deus.

Para vencer a morte e as humilhações passou por esse cruel sofrimento, sendo conhecedor profundo das Escrituras onde se afirma no Antigo Testamento:

"Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas  Ele foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz  estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."
(Isaías 53: 4 - 5)

Tudo que está escrito acima se refere à vida espiritual, após a morte, àqueles que acreditam na sua passagem pela terra e o aceitam como salvador de suas almas. Em vida, antes de passar pelo martírio da cruz, Jesus afirmou:

- Quem crer em mim como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. 

Neste sentido, Jesus se referia à descida do Espírito Santo, após sua ascensão ao céu.

A minha mensagem de hoje tem dois sentidos: o sofrimento e humilhações por aqui vão sempre existir, até chegar a hora de partirmos, certo é que teremos breves momentos de alegria para nosso fardo não ser tão pesado.

O outro sentido é alertar as pessoas sobre a salvação da alma, sim, existe vida eterna, aproveite enquanto pode. Gosto deste versículo dito por Jesus a Tomé:

- Porque me viste, Tomé, creste: bem - aventurados os que não viram e creram.

Quanto aos que nos rejeitam, humilham e desprezam não vale a pena sofrer ou lutar por eles, pois já estão com suas ações inscritas no Livro da Vida, quer sejam boas ou más. 

Paz e bem. Linda noite a todos.


erdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Isaías 53:4-5
adeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Isaías 53:4-5

Insegurança? Timidez? Atraso de Vida



 (Dedico este texto a Nandinha)

Eu acredito que a insegurança chega em diferentes situações por diversos motivos.

Posso me sentir insegura em relação ao amor de alguém porque esse alguém não me passa segurança, de fato, nesta situação não posso fazer nada, o certo é decidir de uma vez entre ficar com ele ou terminar. 

Posso me sentir insegura, quando vou fazer um seminário, então o certo é estudar muito bem o assunto, fazer um roteiro com os principais temas do trabalho, afixar na parede da sala onde for apresentar, não encarar colegas e ir falando por tópicos o que há no roteiro. 

Não há como se perder ou esquecer, basta ter estudado muito o assunto e ir seguindo esse roteiro.

Só vou ficar nervosa no começo e  insegura, caso não tenha estudado o suficiente. Agora vem o mais difícil para muitas pessoas: ficar insegura na hora de uma entrevista de emprego. 

De minha parte, fico completamente relaxada, mas torço pra não ser a primeira a ser entrevistada. 

Para quem sente essa insegurança, o melhor é levar uma revista para relaxar, enquanto espera. 

Não confunda insegurança com timidez... Quem é tímido, tímida não tem coragem, no caso de ser homem,  nem de chegar numa mulher e vice versa.

O problema é que o tímido, a tímida pensa que todos estão olhando para ele, para ela, não é bem assim, não somos tão importantes;  muitas vezes, as pessoas não estão nem aí para nós. 

O tímido e a tímida sentem medo, no caso de chegar numa garota, ou num garoto, por receio de levar um fora. 

No entanto,  a vida, meus amigos e amigas, é um risco constante, quem não arrisca não petisca... kkkk ... Beijos, começaram meus feriados, graças a Deus.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Não Chores, Mamãe!


Finalmente, após exatamente um mês, Bia saiu da reclusão a que se submeteu, andando vagarosamente, ainda sob efeito do medicamento que tomava constantemente para dormir. Devagarinho, ainda sentindo o efeito colateral do sonífero, como uma autônoma, chegou à cozinha, preparou um chá e se pôs na janela a se perguntar por que não conseguia adormecer para sempre. Há um mês e meio, ela era uma mulher feliz junto a seu amado, sua companhia inseparável. Moravam sozinhos numa região montanhosa e iam sempre à cidade para vender produtos que ela plantava, bem como doces em compotas, bolos e pães caseiros. Entretanto, toda a serenidade, a alegria de Bia ruiu a seus pés no mês que se passou; era o início das chuvas e o pequeno Bruno de cinco anos gostava de tomar banho de chuva, brincando, pulando, imaginando histórias lendárias, próprias de uma criancinha. Certa manhã, depois de brincar muito, Bruno almoçou e adormeceu, acordando no fim da tarde com febre e sua mãe foi medicando-o com os medicamentos que tinha em casa, porém a febre ia e voltava, deixando-a preocupada. Por esse motivo, no terceiro dia de febre, que se tornou constante, Bia levou a criança para consultar na cidade. O médico passou os exames os quais foram feitos no hospital e depois de o médico analisar os resultados, decidiu pela internação de Bruno, isso deixou Bia extremamente nervosa e preocupada. Após uma semana de internação, Bruno faleceu vítima de pneumonia, desta forma, os poucos amigos de Bia a consolaram por ocasião do velório e do enterro. Amparada pela amiga Telma, Bia permaneceu dez dias longe de casa e depois voltou ao lar, numa depressão profunda também por não saber o paradeiro do pai que era viajante e havia quase um ano que não dava notícias. Agora, ao refletir sobre o que aconteceu, lágrimas caíam de seus olhos, uma vez que não conseguia mais viver sem o filhinho. A tarde morria e a noite chegava, dessa vez, Bia não tomaria medicamentos para dormir, apenas ficaria ali, quietinha no seu quarto, esperando o sono chegar. Então tomou o chá e vagarosamente se dirigiu a seu quarto, pela primeira vez teve coragem de olhar a porta do quarto do filhinho, abriu-a e tudo estava exatamente igual: o guarda-roupa, a caminha arrumadinha com uma foto de ambos ao lado da cabeceira, a enorme caixa com seus brinquedos preferidos e outra cama de solteiro. Bia sentou-se ao chão e acariciando um ursinho de pelúcia soltou um grito que saía do âmago de seu ser, fazendo as lágrimas jorrarem sobre a sua face. Depois deitou-se na cama de solteiro, custando a pegar no sono, mas na madrugada adormeceu; sem o efeito do remédio para dormir sonhou com Bruninho, foi um sonho rápido que a marcou por toda vida. No sonho, a criança dizia a ela: "por favor, não chores, mamãe, eu estou muito bem, estou bem pertinho de ti, mas toda vez que tu choras, vejas como fico: todo molhado." E ela, no sonho o viu completamente molhado. Rapidamente Bia acordou, acendeu a luz e viu a caminha de Bruninho ensopada de água. Desde então, quando queria chorar, lembrava do sonho e se controlava. O marido retornou e ficou chocado com tudo o que aconteceu, tiveram outros filhos, mas de Bruninho, Bia jamais esqueceu como acontece com todas as mães que perdem seus filhos.

sábado, 31 de agosto de 2013

As Pombas - Interpretação



As Pombas 
 
Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
Das pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sangüinea e fresca a madrugada.

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais, de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações onde abotoam
Os sonhos, um a um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.

Raimundo Correa, autor deste poema é um dos poetas representante do estilo literário Parnasianismo. Seus temas, como de todo poeta parnasiano, voltam-se para a estrutura dos sonetos na composição do poema, na admiração pela natureza e objetos, bem como no rigor da métrica nos versos. Ele era extremamente pessimista,  devido a sonhos que jamais se realizaram. No poema acima, o eu lírico faz uma analogia entre as pombas e os adolescentes cuja fase da idade é marcada pelos sonhos. Na primeira e segunda estrofe, o eu lírico retrata a alegria da rotina das pombas onde elas saem alegres ao amanhecer e voltam em bandos aos pombais, identicamente a adolescentes, quando saem para passear em grupos com os amigos. No entanto, essa fase passa e os sonhos adolescentes  também, apenas as pombas permanecem com a mesma rotina.  Com isso, no último terceto fica explícito o fato de que a vida é efêmera e que a passagem do tempo é veloz, não há volta, principalmente em se tratando de adolescência, idade dos sonhos a qual idealizamos tanto e no decorrer da vida, pouco conseguimos realizar.

Houve um tempo



Houve um tempo

Houve um tempo em que eu acreditava nas pessoas

e na minha ingenuidade, todas eram boas.

Houve um tempo em que ser feliz era tomar banho no rio

no quintal de casa que alagava em pleno centro da cidade

Houve um tempo em que estar feliz, era estar ali, naquela

casinha simples, rodeada de meus pais e irmãos, mesmo embaixo

do mais forte temporal, eu não tinha medo de nada.

Houve um tempo em que a flor roubada que o namoradinho

me dava, me deixava encantada e eu sonhava.

Tempos difíceis vieram e os espinhos cobriram meu caminho

e veio a morte, levando muitos que eu amava.

O tempo impassível passava e com ele, eu mudava.

Depois de me ver só, veio a guerra para ganhar um lugar ao sol,

batalhei e consegui. Logo a seguir. veio a luta pelo amor e a

tristeza pelo que poderia ser e nunca foi.

Sim, houve um tempo de ilusão, tempo em que acreditei

que poderia ser feliz e lutei pelo que quis.

Foi aí que descobri que só eu queria ser feliz.

Desiludi ... Desisti ...  e agora tudo o que me satisfaz

é sentir paz e nada mais!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fofocas


"O homem que pensa com exatidão jamais julgará uma pessoa pelo que dela dizem seus inimigos."
  (Napoleon Hi)

Outro dia, cheguei do trabalho e uma das vizinhas parou para conversar comigo; cansada, ouvi pacientemente o que ela dizia sobre outra vizinha a qual dialogo também, quando tenho tempo.

Outra vizinha se aproximou, ratificando o que a primeira falava e eu então, apenas ouvia sem emitir opinião nenhuma, de repente, a primeira perguntou, se eu sabia alguma coisa, já que vez em quando, conversava com a mulher, motivo do falatório.

Educadamente respondi que não visto que não tenho tempo, pois levo uma vida muito corrida. Atiçar fofoca, não faz parte da minha índole, pois detesto confusão e "disse me disse". Sabiamente Jesus nos orientou:  

"Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno". 
(Mateus. 5: 37).

Deus não se agrada de escândalos e é justamente o que ocorre no momento de brigas provenientes de fofocas. De fato, procuro me desviar de tudo o que é conversa torpe que não edificam, apenas servem para nos envolver em confusões desnecessárias. 



(Lucas 17: 1 e 2)

Assim passaram-se os dias e a confusão estourou, os escândalos vieram, as vizinhas discutiram e nem tocaram no meu nome. Por isso, é importante conhecer a palavra de Deus que nos orienta no sentido de saber como agir seja em casa, no trabalho ou em qualquer lugar. Conhecer a palavra é ótimo, porém o essencial é aplicá-la em nossa vida.

Um grande beijo a todos.
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