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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Em Clima de Natal

Ontem, finalmente armei a árvore e à noite participei de um amigo secreto na escola. Demoro sempre a entrar no clima natalino e sempre passo um período de melancolia; depois de pensar muito sobre o porquê dessa tristeza, percebi que ela é devida simplesmente a saudades que sinto de outros natais.

Natais que não voltam mais. Natais que participava junto com minha avó que armava um presépio e fazia dessa data, uma data especial. Para ela, natal era simbolicamente, o aniversário de Jesus. Nunca ouvi ela falar em papai Noel - ela era excessivamente religiosa.

Já minha mãe, passava o ano guardando um trocadinho para comprar uma lembracinha para os filhos; pensávamos que era presente do papai Noel; dos seis aos oito anos, acreditei que papai Noel existisse. Aos dez anos me desiludi de vez com ele, pois o que tanto pedia, nunca recebia.

Aos dez anos foi uma data marcante: era o primeiro natal sem minha avó Olinda e pela primeira vez entendi o sentido da morte: desde então, os natais não foram mais os mesmos - sem minha avó, o natal perdeu o encanto.

Não teríamos o aloá - uma bebida que ela preparava no pote de um dia para o outro, nem tão pouco os sonhos, doce que ela fazia com esmero. Logo venderiam a casa e sairíamos dali, local bem perto ao centro da cidade, para nunca mais voltar.

Desde a morte da minha avó, o natal passou a ser para mim, o dia do aniversário de Cristo e nada mais. A ilusão do papai Noel ficou perdido num natal em que pedi uma boneca - pedido antigo, nunca atendido. Desta forma, salve, salve, o nascimento de Jesus. Um beijo grande a todos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Hora Sinistra: Agonia

"Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz." 
(Tom Jobim)

Fim de tarde ... calmaria, brando vento.
A brisa vinda do rio cantava uma melodia,
monótona como um lamento,
acompanhando o escurecer do dia.

Um silêncio elouquente no ar pairava...
Lentamente, o manto negro da noite envolvia a Terra,
tudo era solidão, quando a tarde agoniava,
neste tenso momento .. findou-se a guerra.

Ao longe, o canto solitário de um pássaro no ar pairava,
como se cumprisse um dever diário;
até o banzeiro no vai e vem - só murmurava,
queixoso ia  testemunhando esse cenário!

Neste instante, o santuário do planeta Terra,
ergue as mãos em piedosa oração,
pranteando o dia que se encerra,
sem preconceito - somos irmãos. 

Ao morrer da tarde também imploro
a Deus para que nos livre logo dessa agonia
pois sou convicta desta certeza:
somos todos partes  da natureza
cujo destino é morrer um dia!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Lembranças Eternas


Num dia qualquer, quando a brisa suave da recordação, despertar o teu ser, saiba que no arquivo secreto da minha mente, há também uma página guardada carinhosamente com imagens congeladas no tempo, retratando o que vivemos. 

E se por acaso, por esse tempo, eu não estiver mais por aqui, vasculhe cuidadosamente, a caixinha de entrada do email do teu coração, pois é lá, no passado que vais me encontrar, sorrindo, alegre, torcendo para que você esteja muito bem. 

Estarei lá, feliz da vida pelo simples fato de um dia, ter te encontrado e termos entrado um na vida do outro, brincando. Lá, de onde eu estiver, orarei por você, pois estrategicamente, o Senhor colocou pessoas  especiais no meu caminho. 

As que me fizeram sofrer, também não passaram em vão já que aprendi mais com a dor do que com o amor. Todas elas passaram mas você ficou, maravilhosamente encantado, indelével, intocável nas páginas imortais da minha alma ... para toda eternidade!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Curiosidades sobre O Encontro das Águas


Depois de uns dias sem entrar, ainda com problemas de saúde, vou deixar umas curiosidades pra vocês interessantes sobre o Encontro das Águas. 

No 'encontro', a água do rio Solimões é mais fria e a do rio Negro é mais quente. Por causa disso, o rio Solimões fica 'por baixo' do rio Negro. Isso resulta em grandes manchas escuras na água clara, dificultando a mistura entre os dois rios.

O regime de chuvas influencia no nível de água dos dois rios. O Solimões, próximo ao 'encontro' chega a dez metros e a do rio Negro, a dezesseis metros, no Porto de Manaus.

A largura do Solimões é de dois quilômetros e ado Negro é de aproximadamente três quilômetros próximo da confluência.  O leito do Negro apresenta uma fossa onde o rio alcança a profundidade de noventa metros, provavelmente por efeito da erosão preferencial em linha de falha.

A água branca e o aspecto turvo do Solimões ocorrem por causa de sedimentos como argilas, siltes e areias finas, todas carregadas pelo rio desde a nascente.  

A água do curso inferior do Negro tem velocidade muito baixa, chegando a ser represada em algumas épocasdo ano durante o pico máximo do Solimões. Boa tarde, um beijo grande a todos.

A causa disso resulta das diferentes condições climáticas, de relevo e de tipos de rochas. 
Fontes: Jornal A Crítica, 26/11/2012
Elena Franzinelli e Hailton Igreja

El río Amazonas - O Encontro das Águas / Manaus - AM: Brasil

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Valores Escassos


Imagem: internet 

“Seja uma pessoa que valoriza a essência, não a aparência, cultive os valores mais profundos e não caia na tentação de se tornar um super em um mundo de estrelas sem brilho próprio.”  
(Roberto Shinyashiki)

Vou pela vida tentando enxergar além das aparências. Mas as pessoas, iguais as luzes artificiais da cidade, muitas vezes me enganam e assim, não raro, deixo de apreciar  o brilho real das estrelas, ofuscadas pelas luzes de neon das outras.

Busco a essência das coisas e isso não é fácil de encontrar. Não me importa a embalagem bonita mas sim o conteúdo dentro delas.  

Detesto me enganar com as pessoas porque a minha reação é de afastamento total e isolamento, tornando-me indiferente a elas. Isso acontece quando ocorre quebra de confiança.

Sim, não acredito tanto nos meus olhos porque por vezes, eles me fazem errar. Percebi que existem dois tipos de seres humanos: as bijouterias e as jóias verdadeiras cujos brilhos  não se perdem com o passar do tempo. Bijouterias escurecem, logo perdem o valor, gemas raras não.

No entanto, não desisto de buscar e agora estou sempre saindo a garimpar. Cada pepita encontrada, é de grande valor numa época em que os valores primordiais para a nossa sociedade estão escasseando.

Eu sigo assim: invisto em alguém, se quebrar a cara,  desisto e volto a olhar pra cima numa noite enluarada, admirando na solidão do meu quintal, o brilho imperecível das estrelas. 

Que bom saber que em algum lugar desse imenso mundo, existem pessoas estrelas, talvez ... tão solitárias assim como eu, a admirar em paz as belezas eternas da vida.

sábado, 24 de novembro de 2012

Jacaré-açu: capturado dia 20/11 no Porto da Ceasa

 Imagens: Internet
Ele tem mais de quatro metros ...


Morava perto do Encontro das Águas, numa restinga ... próximo ao bairro da Compensa.


Pesa 170 quilos, tem aproximadamente 30 anos e está sendo cuidado no INPA - Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia. Não é uma beleza?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Aproveite o Trem que Passa ...



“Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É saber falar de si mesmo. É não ter medo dos próprios sentimentos”
(Fernando Pessoa)

Há pessoas que vão fazendo escolhas erradas pela vida e aos poucos vão se acomodando, desanimadas, aceitando situações impostas pela vida sem que nem tenham coragem de reagir.

Vivem num estado de espírito permeado de problemas, sem conseguirem sair de si mesmos, sem verem que a vida lá fora é muito mais colorida e maravilhosa, quando sabemos usufruí-la com responsabilidade.

Não é a libertinagem que nos conduz a viver momentos intensos de alegria mas sim as amizades sinceras e por que não, um amor especial? O que  faz a diferença em nossas vidas são as gargalhadas que damos de alegria, bem como o carinho compartilhado ao longo da estrada. 

Verdadeiramente, há pessoas que não são felizes porque não querem, porque deixam as oportuinidades passarem em suas vidas, perdendo o trem que as levariam a um estado de espírito que as isolariam desses problemas sufocantes da vida diária e esse trem é a nossa válvula de escape diante de uma vida fechada, tediosa  e medonha. 

Desanimar diante da vida, não sair de casa, deixando de entrar no trem, não se socializar, não assumir sentimentos que afloram na alma é condenar-se por medo, é olhar a peça teatral da vida sem participar. Somos todos personagens principais e antes que não haja mais tempo devemos entender que:


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
(Charles Chaplin)


E já que hoje é sexta-feira que tal investir em si mesmo e sair dessa toca escura? Pare de ter pena de si mesmo/a e então, se arrume, sorria, pense diferente porque cada dia que passa, amigos/as, nunca mais irá voltar. Um beijo grande, eu vou fazer o meu papel. Carpe Diem!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Lá no Tarumã


Ontem, passei o dia num sítio com os funcionários da escola. O sítio fica a 45 km de casa e está localizado no Bairro Tarumã, local onde a selva se mostra com toda a sua exuberância. Saí um pouco do meio do pessoal e fui esfriar o corpo em águas doces.

Na selva, é comum encontrarmos riachos e pequenas cachoeiras. As mais lindas cachoeiras desse bairro, já foram poluídas devido a invasão de pessoas que por não terem onde morar, se instalaram nesse local sem que as autoridades tomassem alguma providência pra cortar o mal pela raiz.


Ainda assim, a floresta é imensa e Manaus está localizada no interior da selva. Paralelo a esse problema, também temos as construtoras que constroem conjuntos de apartamentos cada vez mais. O crescimento da cidade está se dando de forma vertical.

Lá no meu isolamento fiquei refletindo, olhando aquela maravilha verde dentro da cidade e disse comigo mesma: "a nossa floresta será a última a entrar em extinção porque dentro de Manaus a selva ainda resiste, até quando não sei." Vejam esta cachoeira que fica no Tarumã, próximo ao aeroporto:


Admirando a natureza, lembrei-me de um antigo provérbio indígena:
"Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro." (Provérbio Indígena)
Bom dia a todos vocês.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Quando o Passado é uma Prisão


"Viver no passado é uma ocupação tola e solitária; olhar para trás tensiona os músculos do pescoço, e faz com que você se encontre com pessoas que não estão mais no teu caminho." 
(Edna Ferber)

No começo deste ano, numa  manhã de muito calor, eu passeava pelo centro da cidade, quando parei em um bar para tomar um refrigerante. Um senhor muito educado me atendeu. Como sempre, a mesma pergunta que os idosos gostam de fazer, ele fez a mim: tens namorado?

Não, respondi, sorrindo. Ele então começou a fazer sucessivas perguntas como se fosse um interrogatório. Depois de argumentar e tirar a curiosidade dele sobre a minha vida, olhei na parede do bar e vi um quadro antigo ainda em preto e branco, era o rosto de uma mulher jovem que transmitia serenidade. 


Logo perguntei quem era a mulher. De repente, os olhos do homem se encheram de lágrimas e começou a contar a história dele. A mulher da foto era sua noiva que falecera dias antes do casamento. Ele se manteve anos e anos sozinho, traumatizado, vivendo de lembranças passadas.

Tudo naquele bar era rústico, não havia nada que lembrasse os dias atuais, parecendo que aquele homem parara no tempo no dia em que a noiva faleceu. Ouvi atentamente a história dele, não dei minha opinião, terminei de tomar o refrigerante, paguei e saí de lá perguntando a mim mesma:

- Como pode alguém ficar atrelado ao passado tanto tempo? Até as roupas do homem eram antigas e muito usadas, desbotadas pelo tempo. Penso que a despeito do que acontece com a gente, o tempo passa, não retrocede nem estaciona a nossa espera. O momento de sermos felizes será sempre no presente.

Traumas existem e nunca vão deixar de existirem, cabe a nós vencê-los e fazermos de tudo para sermos felizes por aqui porque a vida é uma só. Assim, temos o dever de nos darmos uma, duas ou mais chances, pois engana-se quem pensa que só amamos uma vez na vida.

Evidente que se nos fecharmos para o mundo, nada vai acontecer. Por isso, é importante despertamos para o amor, antes que envelheçamos presos a um passado morto que nada vai contribuir para a nossa alegria e felicidade. Perdeu um amor? Levante-se já, outro virá, basta que escancares a porta do coração para o novo que é sempre mais lindo e encantador do que velhas lembrança, mofas e amareladas pelo tempo.
Beijos no coração.  

sábado, 17 de novembro de 2012

SUS ... Sua Última Saída

Imagem: internet

Madruguei para a consulta de rotina de todo final de mês. Já havia muitas pessoas à espera mas ainda consegui uma poltrona isolada, tratei de me acomodar nela e comecei a ler uma revista que trazia na bolsa. 

Um ventilador enorme  soprava por sobre a minha cabeça, então, aos poucos quedei num sono profundo, indiferente à espera que teria que enfrentar.

Quantas horas passaram? O sono, irmão da morte, não tem relógio, por isso, não conta horas. Despreocupada, só despertei devido ao alarido de vozes exaltadas e palavras de baixo calão que ecoavam no local. Nesta hora, o hospital já estava com uma fila enorme, sem fim.

 A discussão se dava entre um paciente, enfurecido e um funcionário, atendente, mais enfurecido ainda. Ambos pareciam duas carroças, descendo uma ladeira ingreme. Nesse instante, os demais pacientes,  despertos da letargia da espera, observavam curiosos, o desenrolar do conflito.

No balcão onde o funcionário estava, havia uma placa com os dizeres: "seja paciente, espere a sua vez."  Como a discussão estava a um ponto de terminar em agressão física, fui até eles e conversei com o funcionário extremamente descontrolado emocionalmente.

O funcionário muito tenso afirmou: "esse fdp me ameaçou e eu não estou aqui para aturar abuso de pacientes." Olhei firme para o funcionário e disse que quem deveria ser mais paciente e educado era ele, pois o homem parecia sofrer de distúrbios mentais.

Ele alegou que o sujeito o havia desacatado e que isso não ia ficar assim. Depois se virou a mim, e me disse alguns desaforos. kkkkkkkkk.  

Agora era eu quem estava no fogo; numa paciência de Jó, expliquei a ele que também era funcionária pública mas diferente dele, sabia controlar situações de tensão porque tinha feito um curso de Relações Humanas e era exatamente isso que faltava a ele.

Afastei-me dali e voltei a esperar, agora em pé visto que uma idosa ocupou a poltrona onde eu estava. É um absurdo o que vemos nesses atendimentos do SUS: pessoas despreparadas para atender o público, mal humoradas e sem educação, com raras exceções, até parece que são donas do hospital.

Saí de lá perto de 14 e 30. Depois de ser atendida, cansada e com muita dor de cabeça e distante dali, ainda olhei para trás e senti uma pena danada do povo que estava na fila,  esperando por um atendimento que talvez nem acontecesse a contento. Lindo sábado a todos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Amarga Espera



"Não gosto da dor, da dor da espera, mas espero atentamente o crescer das rosas belas."
(Sara Melyssa)

No trânsito parado,
as horas passavam
no engarrafamento geral.
Do carro vi as pessoas,
de olhos angustiados,
nos semblantes estampados
na agonia da espera.
A espera é sempre longa ...
Não há choro nem vela
e a gente se desespera!
Há espera no trânsito,
e eu me canso tanto:
dá espera no consultório ...
dá infinda espera no banco.
E a espera pelo pagamento?
É sempre espera estática,
o mês é longo, é um tormento.
Ainda há uma espera
que nos maltrata também:
é aquela quando estamos
esperando por alguém.
Esperamos pra nascer,
esperamos pra crescer
e no final de tudo,
esperamos pra morrer.
A dor desta existência
é vista nos olhos cansados,
nas vozes dos explorados,
ou no grito dos amordaçados
dos que padecem calados.
Assim segue a multidão,
numa espera dolorosa,
cantando dolente canção.
Também sigo perfilada
por esta vida incerta,
me perguntando assustada:
- quando se finda esta espera?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Regressando ao Trabalho: o Sabazinho


Segunda-feira voltei ao trabalho. A escola é muito grande, dá pra ver a reserva florestal no início dela mas não o final da escola. Esta rua é muito perigosa, principalmente à noite por ser deserta; assaltos são feitos constantemente e os marginais chegam de moto. Paralela a reserva, há uma outra rua. Construída num terreno em declínio, para entrar, há uma escada e rampa para moto. 

O estacionamento fica de frente para o bairro Campo Dourado, numa rua agitadíssima, a rua E, no lado oposto a esse muro. No projeto original esta escola teria dois andares, mas foi entregue assim. O nome Sebastião Norões da escola é uma homenagem a um poeta daqui. Nós, professores, o apelidamos de Sabazinho.

Aqui é a quadra, como é muito grande, geralmente  os torneios das escolas são feitos aqui. No fundo é o pavilhãoda cozinha com refeitório.

Esse corredor começa na rua paralela à reserva e termina numa outra rua paralela. Aqui funciona o Ensino Médio à noite. À tarde, de quinta a nona série. Há na escola quatro pavilhões desses.

Entre os pavilhões, pequenos locais para plantas. Hoje é feriado e na escola só ficam os seguranças. Aos poucos, vou mostrando a vocês a biblioteca, a sala de informática e o refeitório. Um beijo Chove muito por aqui.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Os Excluídos

"A caridade é o amor, é o sol que nosso Senhor fez raiar claro e fecundo; alegrando nesta vida a existência dolorida dos que sofrem neste mundo."
(Casimiro Cunha)


No mundo repleto de indiferença,
saio a vagar, observando as pessoas,
aqueles que são pobres de nascença
e que passam pela vida, andando à toa.
Pelas cidades - os desabrigados,
andam ao léu com suas vestes rotas
alienados, seguem conformados,
imergidos nesta vida um tanto louca.
Bem perto observo os favorecidos
que desfilam sem nem ter piedade,
dessa gente humilde, os excluídos
que vivem à margem da sociedade.
Menores também passam revoltados,
submersos nessa vida de sabor tão acre,
juntos, às criancinhas vão no mesmo barco
sem fé, sem crença, não crêem em milagres.
Passo a refletir sobre os desalmados
que insensíveis não fazem caridade
não se sensibilizando com os  necessitados
que são nossos irmãos e fazem parte da humanidade!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Poesia: Dia da Consciência Negra

 Imagem: Internet

Eles foram de suas terras deportados
para o trabalho imposto, sofrível, inigualável,
deixaram suas terras, chegaram algemados,
e foram humilhados de forma implacável.
No corpo traziam as marcas da dura violência
que traduziam o requinte da perversidade,
deixadas pelos brancos em forma de advertência,
afim de que nenhum tentassem lutar por liberdade.
O tempo foi passando e o sofrimento aumentou
tendo o eco de suas dores se espalhado pelos ares,
até que um guerreiro de brio se revoltou,
fugindo e criando o quilombo dos Palmares.
Outros negros fugitivos, ali se abrigavam,
sabedores do quilombo, chegavam mais e mais,
junto a Zumbi mais fortes se tornavam,
vivendo num local onde todos eram iguais!
Os outros cativos com o suor de seus rostos trabalhavam
de sol a sol, com um patrão carrasco e hostil.
Sim, foram os negros quem impulsionaram,
a grandeza dessa pátria imensa que é o Brasil!
No dia 20 de novembro de 1695,
Zumbi foi morto valentemente em combate,
defendendo o seu povo, acreditando firmemente
que independente de cor, todos mereciam viver em liberdade.
Comemoramos anualmente o dia da Consciência Negra,
no mesmo dia, mês e ano em que Zumbi foi assassinado,
visando eliminar todo o  preconceito
que ainda está em muita gente enraizado.

By: Scarlet
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