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sábado, 19 de novembro de 2011

Sonhos: A Estrela e a Flor ...

Em determinada fase da vida, almejaste uma estrela. Sonhaste com ela e tentaste tocá-la! Ah! mas a rainha reluzente e graciosa era orgulhosa, prepotente e exigente: exigia muitos súditos a seus pés. Quando percebeste estes caprichos, com odor de leviandade, decepcionado, enterraste o sonho de tê-la só para ti, vivendo a teu lado. Paraste então de sonhar, passate a viver por viver. Por que paraste de sonhar ??? Nem todo sonho é uma estrela, sabia ? Há sonho em forma de flor, sim, flor rara , pois é preciso escalar uma montanha, enfrentando obstáculos para colhê-la e só assim, dar a ela o seu devido valor; amigo, amiga, é preciso subir a montanha para buscarmos a flor de nossos sonhos; depois de chegarmos ao topo, além de colhermos o sonho ... Ó que lindo panorama: um céu límpido  e azul se estende a nossa visão; Dali, voltamos felizes, com nossa flor em mãos. e a estrela que tu sonhaste, quefim será que levou? Ela continua com seu reinado, está no mesmo lugar, fazendo muitos parar no tempo, decepcinados por nunca poderem tê-la. Enquanto páram no tempo, ela segue, soterrando sonhos dos outros; e assim, muitos estacionam na vida, param de sonhar, por causa de sonhos impossíveis,sonhos altos demais. Por outro lado, há os que não desistem e conseguem descobrir as montanhas, vencem o desafio de escalá-la e lá encontram seu sonho em forma de uma flor rara. vestida de simplicidade, essa flor o acompanhará ao longo de sua vida, até a hora final, fielmente o acompanhará à porta da eternidade. E andarão por aqui, lado a lado, cuidando um do outro, até que a morte os separe - Feliz de quem sonha e encontra sua flor tocável e perceptível e jamais se ilude com a frieza das exuberantes estrelas distantes e incacessíveis.


                                                                       Scarlet Wind

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Depois da Tempestade ...


Posso agora, passada a tempestade, narrar o momento crucial em que me vi no epicentro de um tufão. Na vida da gente há momentos assim em que nos encontramos completamente sós; é desesperador se sentir no ponto principal do tufão, se você não tiver como firme fundamento a fé em Jesus. Naquela ocasião, recente, não me senti tão só porque tenho o mestre no coração e uma amiga virtual que orou por mim. Tentei ajuda de todas as formas com um amigo virtual, a ajuda foi negada, magoei na hora, e aprendi que há situações em que a gente deve buscar mesmo forças no alto. E há momentos também que o fator "grana" é decisivo em termos de saúde. Meu problema era essa mola que rege o mundo; tudo vai bem, enquanto não necessitamos de dinheiro; todos estão a nosso lado, quando não pedimos emprestado a maléfica mas necessária "verdinha". Eu pedi emprestado com data marcada para pagar. Bom, a desconfiança, pesou e isso eu vou esquecer. Do meio do furacão, eu orei e a quantia  que eu precisava naquela hora, não apareceu na mesma hora mas sim no outro dia. Grande experiência, grandes verdades. A quem pedi emprestado é porque eu sabia que podia emprestar. Deixando de lado isso, já está tudo resolvido pois consegui solucionar mediante ajuda de quem "jamais" esperei que me ajudasse. Agora, fui ao quintal da minha vida ... está tudo ainda bagunçado, folhas pelo chão, galhos de árvores espalhados pelo quintal, a minha varanda ... nossa !!! uma desordem só. É tempo de recomeço. Depois dessa tempestade, coisas muito boas aconteceram e eu estou dando uma guinada de 360 graus na minha vida. Estou aprendendo a não confiar, a não me dar tanto porque é necessário. Além disso, aprendi a selecionar gente especial para habitar meu coração. Já fiz a limpeza e expulsei quem devia. De casa limpa, volto a sorrir. Deus é bom, Deus é pai. Amo e sou amada . \o/


                                                                   
                                                         Scarlet Wind

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Análise: O Enfermeiro, de Machado de Assis


Do que o ser humano é capaz, ao se ver numa situação constante de humilhação ? Qual seria a reação provável diante de tantas hostilidades, recebidas por quem é merecedor de nossa atenção ? O ódio que se acumula na alma humana, terá o poder de explodir feito bomba, deixando alguém totalmente fora de seu controle emocional, levando-o a  cometer atrocidades num ímpeto violento, sem medir consequências de tais atos ? É nesta hora que nos igualamos a animais acuados e feridos ? Machado de Assis escreveu o conto O Enfermeiro o qual é um dos dezesseis contos que compõem a coletânea Várias Histórias, publicada em 1896 . Neste conto, Machado apresenta a sondagem psicológica de Procópio cuja tolerância foi posta à prova até o limite suportável para um ser humano normal. O desfecho do conto realista sempre nos invoca à prudência e à moderação na nossa lida diária com as pessoas pois jamais conseguiremos desvendar os pensamentos insondáveis da alma humana e nem mesmo supor do que as pessoas são capazes de fazer num momento de desespero.

ANÁLISE
a) Foco Narrativo: é a forma de se contar uma história. Pode ser em 3ª- pessoa, em que o narrador conta tudo, inclusive pensamentos, sem participar como personagem nem interferir na narrativa; pode também ser em 1ª- pessoa, em que o narrador também é personagem e conta a história sob sua perspectiva. Neste sentido, o conto O Enfermeiro está narrado em primeira pessoa com um narrador personagem que participa diretamente dos fatos ocorridos, exemplo:
"Parece-me então que o que se deu comigo em 1860, pode entrar numa página de um livro ? "

b) Tempo: Cronológico e psicológico:
Tempo Cronológico: o ano é marcado claramente: 1860
Tempo Psicológico: o narrador personagem mergulha no passado, lembrando fatos que ocorreram tempos atrás e que de certa forma, nunca poderia esquecer.

c) Personagens principais: Procópio, o enfermeiro, o coronel Felisberto, o paciente.

Enredo:  o conto narra a história do pacato Procópio que fora contratado por um padre para cuidar de um paciente idoso. Sem possuir qualquer noção de enfermagem, Procópio aceita mediante a oferta de um bom ordenado. Logo ao chegar na cidadezinha, se surpreende com a fama do seu paciente pelo fato de o povo falar que nenhum enfermeiro aguentava ficar muito tempo cuidando dele por ser muito abusado e arrogante. Procópio, homem calmo, seguiu até a casa de Felisberto para assumir seu trabalho. Em lá chegando, foi recebido na maior ignorância, fazendo jus aos comentários feitos pelas pessoas. Passado o primeiro mês, houve momento até de uma certa amizade onde o rebugento coronel desabafava; entreetanto, o tratamento dado do coronel a Procópio era sempre depreciativo, como: burro, molenga, camelo, idiota, e etc. Certa vez, Felisberto pediu a procópio que o levasse ao cartório para fazer seu testamento. Lá, o idoso xingou tanto o tabelião, quanto o enfermeiro. O tempo foi passando, numa noite, o coronel pediu uma tigela de mingau e ao provar, chamou muito palavrão ao enfermeiro, alegando que o mingau estava frio. No ápice do nervosismo, o coronel jogou a tigela de mingau em cima do enfermeiro que não reagiu; mais tarde, o coronel pediu uma moringa de água e transloucado, num delírio senil, jogou a moringa novamente no enfermeiro a qual atingiu em cheio seu rosto. Desesperado e totalmente fora de si, o enfermeiro partiu para cima do patrão, matando-o sufocado. A partir daqui, o enfermeiro anuncia a morte de Felisberto, já esperada por todos por ser um homem muito doente. Procópio mesmo preeparou o defunto, escondendo as marcas da agressão. Assim ocorreu. O remorso toma conta do enfermeiro, quando, depois de uma semana, o padre que o indicou para trabalhar com Felisberto, avisa que no testamento de Felisberto, o  herdeiro universal dos bens do idoso era ele mesmo, o próprio Procópio.

PEQUENA ANÁLISE
Existe crime que nunca venha a ser descoberto ? Creio que sim. No caso do enfermeiro, evidente que não houve a intenção de ele cometer o assassinato mas sim um impulso acumulado de mágoas e humilhações provocados pelo coronel. Humanamente não há desculpas para esse crime, Procópio errou ao enforcar Felisberto, levando-o a óbito. O crime ficou na impunidade, como tantos que existem nas histórias dos crimes insolúveis, contudo, há que se salientar que a sorte de Procópio, além de ser herdeiro de uma fortuna, está no fato de, naquela época, lá pelos idos de 1860, não haver ainda o Instituto Médico Legal. Caso contrário,  Procópio jamais conseguiria escapar da lei tão fácil, como ocorreu no conto.

                                                   Scarlet Wind

I.N.D.I.F.E.R.E.N.Ç.A ...




Garota sentada na lua - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5



Noite longa e tristonha porque hoje o meu dia se fez noite

Ah! e em desespero procurei o sol, as flores, o colorido da vida.

Por mais que tentasse, não consegui ver claridade no dia.

Pensei em você... sofri por você... por você chorei.

Meus olhos inchados e cansados, vertiam lágrimas caladas

ao ver por água abaixo, tudo o que sonhei ... só eu sonhei !

nossos planos: eu acreditando e você me enganando ...

nossos sonhos: você desmoronando, você ... os naufragando.

Eu te esperando: e você? ah, você ! Você me abandonando !

Quanta solidão ! quanta indiferença! Não fui nada pra você?

O que fui pra você? Um corpo ? Hoje peso morto ?

Ei, é com você mesmo que estou falando: eu não sou só um corpo...

Sou alma, coração, sou sentimento, sou humana, sou espírito !

Saiba que aqui nesses meus versos, estão expressos a minha dor,

a minha essência, a minha semente, a vida que você, ingrato, desprezou.

Queira Deus que sejas humilde e não sejas arrogantes e que voltes teu semblante

a mim, que ofertei a você, amor incomensurável, provado no fogo, vestido de 

dignidade.

Pense ... reflita sobre tudo o que anda acontecendo, ore fervorosamente:

por mim, por nós e reconheça o estrago feito pela maldade, feito pela deslealdade.

Não se esqueça de que tudo que de mal fazemos aos outros, volta logo para a gente.



Tudo fica tão triste sem você... Que saudade! - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5


Scarlet Wind

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um dia Difícil ...

"O amor é uma dor
é um tédio sem remédio
que nem um prédio desabando
assim sigo te amando
sendo deixado de lado
sem ser amado"

(Zé de Serrania)

Hoje foi um dia muito difícil para mim; essa vida é muito complicada, vamos sendo magoadas e magoando, seguimos com a alma ferida e com o coração dilacerado. Magoamos quem amamos, até mesmo só para chamar a atenção e dizer: ei, eu existo. Sempre me abro totalmente e não sei viver sem me mostrar interiormente. Sou transparente e me surpreende saber que pessoas tão próximas a mim, a quem considero, não joguem limpo comigo. Sou extemamente compreensível... Sei perdoar, porém tenho a infelicidade de encontrar pelo caminho, pessoas que exigem de mim, uma perfeição que não tenho e jamais terei. Se numa sequência de dez questões, eu errar uma, pronto ... fazem drama, esquecendo-se de que sou feita de carne e osso. Eu sou muito mais do que este corpo, sou alguém que ama, que se alegra, que acerta muito e erra. Os erros sao poucos mas erro sim. Esses pequenos erros, tomam dimensões imensas aos olhos de quem me ama ... por favor, não exija tanto de mim, sou forasteira por aqui em fase de aprendizagem. Interessante que não cobro tanto dos outros.Não sei por que os outros exigem tanto de mim, se já estou exaurida, de tanto me expor, de dar, de me doar ... mais do que isso, só se der meu corpo a ser queimado. Muitas coisas ruins me aconteceram hoje no virtual, eu passei mal, muito mal e não entendo mesmo por que não me livro disso e mando tudo às favas. Por que vc me sacaneou ? Por que você exige tanto de mim ? Por que você se cala, quando mais preciso de você? Por que você não entra comigo na luta ? Hein ?  Por que você fica em cima do muro, enquanto a multidão me apedreja ? Quem não toma partido, é contra mim. Amigos de verdade, entram na batalha ... não fogem nunca! O meu pior momento é quando me jogam na fogueira e você desaparece ... e você me esquece. Por que você age assim comigo ? Que prazer desgraçado é esse, em sentir prazer no meu sofrimento?  Quem sabe um dia a vida me mostre as respostas dessas perguntas. Quem sabe ? Quem é você ? Abra o livro - eu estou disposta a ler.



                                                    
                                                       Scarlet Wind

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Jessé - Campo minado


SÓ QUEM SOFREU, ENTENDE O REAL SIGNIFICADO DESTA
MÚSICA .. GUERRAS ? TIVE MUITAS. MESMO PERDENDO
VENCI .. LEVANTEI DO PÓ, VÁRIAS VEZES. VI A MALDADE
DE PERTO. APRENDI A SER ARISCA, PARA PODER SOBREVIVER.
E TUDO VALEU A PENA - EMBORA TODO ESSE APRENDIZADO
TENHA ME FECHADO PARA A VIDA, COMO FORMA DE PROTEÇÃO.
E TAMBÉM PARA NÃO PERDER A MINHA ESSÊNCIA, A MINHA
DIGNIDADE, A MINHA FÉ EM DEUS !

A Casinha ...


Tão lindinha por fora é esta romântica casinha. Mas dentro dela está tudo completamente vazio . O importante é que mesmo vazia, ainda existe uma luz solitária a vagar dentro dela: a nossa alma. Por fora ornamentada, alcatifada de flores, o nosso corpo.  Creio que todas as pessoas carregam um deserto dentro de si. Sou essa casa feita de flores de palavras que contém em seu âmago, um enorme deserto. Sim, há um sertão  dentro de nós como bem dizia Guimarães Rosa ... somos, em algum momento da vida, a casa, abandonada por alguém que se foi, deixando marcado a ferro a lembrança de um sorriso, uma linda gargalhada e um par de olhos esperançosos. Se foram porque enjoaram dos nossos simples perfumes de flores, do nosso cheiro e preferiram outra fragrância exótica. Outros se foram pq foi chegada a hora   ... a hora de entrar no trem e rumar ao infinito, sem passagem de volta e conforme o tempo vai, mais avançam rumo a luz eternal .. porém como é viva a lembrança de meu pai. Vai passar cem anos, se eu estiver viva - não estarei - jamais o esquecerei. Meu pai foi o oásis na minha vida e depois que se foi, meu coração se transformou num grande sertão. E isso que eu sinto, todos sentem ou sentirão em determinado momento deste viver tão cruel; esse "vazio" pavoroso é o grande sertão inerentemente humano. Dele, amigo, amiga, ninguém foge, não tem como fugir...Aonde quer que formos, lá ele está porque faz parte de nós, está dentro de nós.Nós somos que nem a casinha, florida por fora e deserta por dentro; aqui, dentro da nossa casinha, esperamos que ocorra um milagre de que um dia, alguém possa preencher essa angústia que vive espalhada dentro do nosso coração e contagia toda a nossa alma.



Scarlet Wind

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Lago dos peixes ...




Lentamente me dirigi à janela, cedinho, ouvindo o canto do galo. Ah! ... esse galo  não imagina o quanto me faz bem ouvi-lo no fim de todas as madrugadas. De repente, com o olhar no horizonte, viajei em pensamento, fisicamente no corpo, espiritualmente distante, indo para um tempo que não voltará nunca mais. Detesto saudosismo, pensava comigo mesma. Mas fiquei inoperante revendo aquele lago só meu onde passava a manhã pescando, indiferente aos perigos que me cercavam. Nossa mente possui dois arquivos: um chamado "decepções" e outro chamado "saudades". É nesse último onde estou com direito a imagem colorida e a sons que só um bom arquivo guarda. Sou sensível a aromas - o do café, vai para a eternidade e a sons, a música rara do galo, me conduz a cidadezinhas a qual passei, quem sabe, a melhor fase da minha vida. Agora, em pensamentos, estou em Porto Murtinho fronteira com o Brasil e o Paraguai, residindo numa vila militar. Lá, eu era acordada pontualmente às cinco da manhã pelo cantar do galo e pelo som da corneta de um soldado solitário que entoava a melodia. E assim, naquele local onde Judas perdeu as botas, eu vivia. Certa vez, vários soldados foram convocados para retirar terra para construção de um pavilhão, fizeram o trabalho e uns seis meses depois, a cidade sofreu uma inundação. As famílias foram deslocadas para quarenta quilômetros distantes da cidade inundada, sem nenhuma estrutura que nos protegessem. Foram seis meses onde ficamos expostos aos perigos da selva e  a nossa segurança vinha da fé em Deus. Quando as águas desceram, nós também  voltamos. Passado o susto, fui passear pela mata de cerrado, cedinho e sempre sozinha. Depois de andar uns dois quilômetros, encontrei uma lagoa e vi vários cardumes de peixes. Aquele era o mesmo local onde os soldados haviam retirados a terra anteriormente. A partir da descoberta, comprei material de pescaria baratos e toda manhã passava lá. Sempre eu voltava com curimatãs, pacus, aracus e principalmente, piranhas douradas. As piranhas chegavam a saltar em cardumes. Lá na fronteira, a maioria dos homens bebem e no inverno, o caldo de cabeça de piranha faz a festa. Este era o meu passatempo preferido, até que um dia, ao chegar no local, encontrei perto da pedra onde eu costumava pescar, um enorme couro de cobra. Sim, a cobra foi trocar de pele ali e eu só de ver o tamanho da pele esticada, tomei um susto, corri para casa e nunca mais retornei. Fiquei pensando: de quantos perigos o Senhor já me livrou ?



Scarlet Wind

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Andando em meio aos temporais de nosso viver.






"Abençoado é o homem que nada espera, pois ele nunca se decepcionará."
(Alexander Pope)

Ontem foi um dia muito estranho onde parecia a mim que estava frente a frente, encarando a face do mal. Há momentos em que, não tem como, temos que encarar 
o grande rio com seus perigos, sozinhas. Nascemos sozinhas, morreremos sozinhas visto que, seja lá para aonde quer que formos, iremos desacompanhadas; comecei a desacreditar das pessoas e a minha reação não tem sido boa do ponto de vista do Cristianismo. No entanto, não dá pra ficar medindo forças com o inimigo sob o risco de nos tornarmos piores do que ele; o certo é que consegui finalmente ver a maldade que impera na maioria das pessoas. Isso é muito ruim para mim porque no meu caso, meu coração está se tornando de aço e estou olhando nos olhos das pessoas e refletindo, até quando, tais pessoas se deixam se manipular pela onda de violência verbal que cada vez mais prolifera a nosso redor. Com os últimos fatos, aprendi duras lições o que me deixa triste. É ... eu mudei devido às circunstâncias pesada que vieram sobre mim. Ganhei com a experiência tristeza, desprezo e um lance muito esquisito de que devo, a partir de hoje, deixar de acreditar nas pessoas. Talvez eu esteja generalizando - melhor encerrar esse post porque hoje não estou bem.





                                                            Scarlet Wind    

Conceito de Amor ...






O Amor é...  

O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim.

O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo.

O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor 

compensa-te.

O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um 

farol e um naufrágio.

O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a 

ciência da vida.
 
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força.
 
O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. 

O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o 

amor 

vinga-te, o amor faz-te feliz.
 
O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma 

criança. 

O amor é um prisioneiro. E um guarda. Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O 

amor comanda-te. 

O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te. O amor lembra-te. O amor 

esquece-te. 

O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma 

obsessão. Uma doença. 

O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz.

O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um 

herói e um débil. 

O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de 

um sorriso.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'


                                                             
                                                          Scarlet Wind 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MARINA LIMA! FULGÁS - Que vontade de dançar!!!

Açucena: a Flor e a Fera




Todas as manhãs, Açucena pulava da cama feliz, corria para o humilde banheiro e tomava o banho. O banheiro era muito simples, feito de madeiras, não havia chuveiro mas a água ? Hummm ... tão límpida e tão transparente! Tão fria e tão refrescante! Ah! A mãe natureza fizera brotar ali, a água que só o Criador tornara pura e cristalina: água de cacimba! E lá se vai a menininha, no fragor de seus oito anos, tomar café e se preparar para fazer aquilo que mais gostava para tão tenra idade: estudar. E esse gostar por "saberes" a acompanharia vida afora. Ela chegava pontualmente às seis e cinquenta na escola. E era segunda-feira.
- Mamãeee, mamãeee .. mamãeee!
-  Ô, Açucena, o que foi, garotinha? Não vê que estou atarefada ?
- Minha bolsa, mamãe! Fiz a tarefa e deixei aqui ... estava com sono. A senhora tirou daqui?
- Ta ali, olha, pendurada na parede. Aqui na mesa não é lugar de livros, tu sabe muito bem.
- Deixa a menina, mulher, antes interesse em estudar, do que ficar por aí, como a maioria das crianças da vizinhança que ficam o dia inteiro zanzando, durante o dia. Olha a hora, Açucena.
- Eu sei, papai. A professora Inês, não falta nem doente.
- Corra então, faltam dez  pras sete.
Sem responder, a menina pegou aquilo que chamava de bolsa: um saco de plástico onde levava um lápis, uma borracha, um caderno e um livro de Língua Portuguesa. Os pais não tinham condições financeiras de comprar toda a lista de material escolar e compravam apenas o livro que a menina não abria mão, o de Língua Portuguesa. A escola ficava localizada há uns dez minutos de casa, indo a pé. Nesta segunda-feira, Açucena correu não sem antes roubar uma flor de Papoula da vizinha, para ofertar a professora Inês. "Como é inteligente e boazinha, a professora" - pensava Açucena na corrida, protegendo a flor como se fosse o presente mais precioso que costumava dar à professora, todos os dias. Chegou em cima da hora, só a tempo de dizer às pressas: presentee, presenteee! A professora Inês sorriu interiormente pois conhecia aquela pequerrucha há um tempinho e tinha um amor especial não revelado pela criança tal qual a maioria dos professores que guardam em seus corações "oa amores não ditos, não revelados". E começava a aula ... a maior bagunça reinava, enquanto a professora explicava que "a ordem dos fatores, não alteram o produto".
Açucena era muito tímida. Calada, introspectiva, nunca estudava para as provas, apenas prestava atenção nas aulas e fazia os exercícios solicitados. A cabecinha da menininha parecia um computadorzinho. Depois da explicação, ela copiava os exercícios do quadro negro, sim, porque a professora sabia que muitas crianças não posuíam livros e precisavam aprender; hora de concentração: "a ordem dos fatores não alteram o produto" memorizara rápido, Açucena. Bateu a campa, imediatamente, todos corriam gritando: eeeeeeeee !!! Ah, esse: eeeeeeeee ! Marca registrada da alegria da menina também criança. E lá se vai Açucena comprar pela grade da escola, o picolezinho feito de Kisuco que tão saboroso era na época. Só tinha uma moedinha, o suficiente para comprá-lo. Depois, quedava-se num canto, tristonha, sozinha, não fazia amizades; logo sairia daquele estado transitório pois a campa da volta do recreio explodia nos ouvidos e todos alunos, vibrando gritavam: aaaaaaaaaaaaaaaaaaa !!! ( estou fazendo força pra não rir ...kkkkkkkkkkkkkkkk ). Açucena saiu do seu recanto e correu no meio da meninada. Ela ainda não sabia que a maldade existia e que há crianças também más. Quando já estava quase chegando em alta velocidade, bem à porta da sala de aula, estava a menina mais temida da escola: a Ana Maria, linda menininha loira cujas unhas pareciam, garras, arma usada para impôr  seu poderio e todas que ousavam enfrentá-la, passavam longe dela. Então, a Ana Maria, maldosamente, esticou a perna e Açucena se viu no chão, ao som de "muitas gargalhadas" das outras crianças que preferiam se aliar com a mais forte da escola do que com a frágil Açucena. Tudo escureceu na mente da criança que, subitamente levantou num instinto, passou a mão na boca onde um sangue vermelho e forte corria feito cachoeira, então, instantaneamente despertou em si a fera adormecida, sua  parte oculta e desconhecida que convivia lado a lado  com a flor. O resultado ?

Sim,a frágil flor virou tigresa e ferida, sentindo o gosto quente de sangue, partiu para o ataque. Ana Maria, acostumada a derrubar vários alunos, usou de tudo o que sabia, no sentido de luta corporal. Os alunos fizeram uma roda e gritavam: Ana, Ana, Ana Ana! Mas Açucena nada ouvia, naquele momento, não era a flor quem lutava mas um animal atingido traiçoeiramente, sem estar esperando. A luta foi violenta, ninguém apartava, os professores estavam em reunião, e a escola em peso, queria ver num tapete, a pele da tigresa; se houvessem apostas, a favorita seria a temível Ana Maria,  afinal, ela não perdia uma. E a tigresa levava a pior pois estava com o rosto completamente em sangue das garras da outra. De repente, um urro animal ecoou na escola, a fera conseguiu se desvencilhar dos braços da inimiga, empurrou-a com fúria e a gigante indomável, tombou ao chão. Arisca como os felinos nobres, Açucena que aqui não era mais Açucena, pulou por sobre a valentona, sentou em cima dela e a atacou com socos, mordidas no pescoço tal qual fazem os da sua espécie. Ana Maria, completamente imobilizada, não reagia mais, apenas apanhava. Só aí que um aluno correu para diretoria, contando o que estava acontecendo; a professora Inês vôou para o local e ainda flagrou a fúria de sua aluna preferida, exclamando: "Açucenaaa, que que é isso ? Não acredito no que estou vendo! " A menina, ao ouvir a voz doce da professora, pareceu acordar de um pesadelo e moveu o rosto em direção da voz que ouvia como um acalanto, timidamente respondeu: "nem eu" ! Assim, apartaram as duas alunas sob um aplauso e gritos das crianças pois o domínio do terror havia terminado para eles numa luta de Titãs. Na diretoria, as crianças foram liberadas e só poderiam retornar com a presença dos pais. Chegando em casa mais cedo e toda machucada, Açucena contou tudo ao pai. Ele andava lentamente, devido a um derrame, sem se importar com nada, foi à escola imediatamente com Açucena e descarregou na diretora toda a revolta. Por sua vez, a diretora chamou todos os alunos, considerados de bom comportamento, para narrarem o acontecido. Assim, Açucena poderia retornar no dia seguinte à escola. Agora, era ela quem era temida e respeitada, contudo, nunca usou dessa "fama" para humilhar ninguém e as crianças viveram uma das melhores fases de suas vidas. Ana foi punida com um mês de suspensão e era mês de novembro, fim do ano letivo, ela perdeu o ano e se tornou a melhor amiguinha de infãncia de Açucena. Para refletir: "é preciso coragem para modificar uma situação de imposição violenta. A força para reverter situações adversas, se encontra no âmago de nossas almas. É esta força mental adormecida que pode sim, derrubar impérios, basta, para isso, que seja acionada."  Claro, este não é um exemplo que se aplique nas escolas mas politicamente correto em relação ao massacre a qual os poderosos submetem os excluídos da sociedade, à corrupção e à devassidão de pessoas que sobem ao poder, visando interesses mesquinhos e egoístas, sugando a força do trabalhador, condenando -o a escravidão de um mísero salário mínimo.



                                                                Scarlet Wind   

domingo, 6 de novembro de 2011

A força que nos Impulsiona !


O que te move a olhar com esperança ao horizonte,
sem nem te importares com as pedras do caminho ?


O que te move a ignorar a longa noite
quando escreves a mais sincera poesia ?


O que te move a dizer solemente que a coragem
e o destemor são as armas poderosas para
ser da vida um campeão?


Sim, o que te move a levantar-te, cada vez que
alguém maldoso ao chão te lança movido com
o único fim de te ver caído e derrotado?


Ainda não percebeste ?
Aquele que te apunha-la pelas costas, o traidor,
Aquele que te empurra ao abismo rumo a dor?


Sim, ele é o obstáculo que na vida encontrarás
e superando-o, serás mais que vencedor !

       
  Scarlet Wind   

SÉCULO XXI - A Morte do Amor ?


Enquanto partia o pão genuinamente integral feito a partir de uma receita caseira da família que vem passando de geração a geração, fiquei refletindo sobre a desvalorização a que está submetido o amor, nos tempos atuais. Hummm, passei a manteiga no pão, feita por mim, ouvindo o cantar do meu velho amigo da madrugada, o galo; ouvir o seu canto todos os dias, é garantia de que ele está vivo, ainda não foi parar na panela. Voltando a nosso tema, pensei no tipo de relacionamento mais em voga como o "ficar". Que relação mais vazia ? Ela é marca registrada deste século e sei que há quem goste de viver momentos fugazes, sem compromisso, nem  mesmo com seus valores mais íntimos, provenientes da alma. Respeito quem faz o "sexo pelo sexo" mas não oferto meu corpo nesse holocausto onde o que vale é simplesmente o prazer sexual. Jamais conseguiria sentir esse prazer com alguém que mal conheço. Vivemos na época da tecnologia, da velocidade, e isso inclui a ânsia de preencher rapidamente aquela angústia desenfreada que assola a alma onde muita gente pula precipitadamente uma etapa ao conhecer alguém: sôfrego, a intenção nada mais é que suprir uma carência momentânea que dificilmente será satisfeita visto que o que precisamos para amenizar a carência é de carinho, proveniente de quem amamos.  Desta forma, as pessoas pulam uma fase linda da vida, a de conhecer intensamente o outro, a outra. Essa fase é essencial em todo e qualquer relacionamento, seja no campo virtual ou real e neste sentido, ainda me sinto privilegiada haja vista que me dou ao luxo de me envolver e confiar com pessoas que teclo. Evidente que corro o risco de, mesmo agindo assim,  me decepcionar. Volto à pergunta: o amor morreu ? Não, o amor está apenas amordaçado, algemado, congelado, sufocado pelo espírito material dominante deste século: ele é espiritual  e transcendental -  não podemos explicá-lo com palavras. Estou aqui dando ênfase  ao sexo e a relação furtiva, ocasional visto que na minha concepção, só deveríamos nos unir sexualmente com quem tivéssemos muitas afinidades para a plenitude ser completa. Acredito também que treva é treva e luz é luz de forma que transar é algo muito forte para se banalizar tendo em vista que por ocasião do orgasmo há uma liberação de energia durante o ato - não gostaria de compartilhar minha energia com gente da treva, por exemplo. Assim, penso que o amor não morreu,  meu amigo, minha amiga, o que vem definhando são os valores e comportamentos bem como a diversidade de parceiros/as .. amor é flor de jardim cultivado ... rsrs ... que uma vez recebendo os devidos cuidados, continuará aceso nos corações de quem sabe manter o gás que o nutre, reconhecendo-o como a força que nos impulsiona a ultrapassar os muros mais altos que se nos apresentam ao longo desta vida efêmera.



                                                          Scarlet Wind
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