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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MARINA LIMA! FULGÁS - Que vontade de dançar!!!

Açucena: a Flor e a Fera




Todas as manhãs, Açucena pulava da cama feliz, corria para o humilde banheiro e tomava o banho. O banheiro era muito simples, feito de madeiras, não havia chuveiro mas a água ? Hummm ... tão límpida e tão transparente! Tão fria e tão refrescante! Ah! A mãe natureza fizera brotar ali, a água que só o Criador tornara pura e cristalina: água de cacimba! E lá se vai a menininha, no fragor de seus oito anos, tomar café e se preparar para fazer aquilo que mais gostava para tão tenra idade: estudar. E esse gostar por "saberes" a acompanharia vida afora. Ela chegava pontualmente às seis e cinquenta na escola. E era segunda-feira.
- Mamãeee, mamãeee .. mamãeee!
-  Ô, Açucena, o que foi, garotinha? Não vê que estou atarefada ?
- Minha bolsa, mamãe! Fiz a tarefa e deixei aqui ... estava com sono. A senhora tirou daqui?
- Ta ali, olha, pendurada na parede. Aqui na mesa não é lugar de livros, tu sabe muito bem.
- Deixa a menina, mulher, antes interesse em estudar, do que ficar por aí, como a maioria das crianças da vizinhança que ficam o dia inteiro zanzando, durante o dia. Olha a hora, Açucena.
- Eu sei, papai. A professora Inês, não falta nem doente.
- Corra então, faltam dez  pras sete.
Sem responder, a menina pegou aquilo que chamava de bolsa: um saco de plástico onde levava um lápis, uma borracha, um caderno e um livro de Língua Portuguesa. Os pais não tinham condições financeiras de comprar toda a lista de material escolar e compravam apenas o livro que a menina não abria mão, o de Língua Portuguesa. A escola ficava localizada há uns dez minutos de casa, indo a pé. Nesta segunda-feira, Açucena correu não sem antes roubar uma flor de Papoula da vizinha, para ofertar a professora Inês. "Como é inteligente e boazinha, a professora" - pensava Açucena na corrida, protegendo a flor como se fosse o presente mais precioso que costumava dar à professora, todos os dias. Chegou em cima da hora, só a tempo de dizer às pressas: presentee, presenteee! A professora Inês sorriu interiormente pois conhecia aquela pequerrucha há um tempinho e tinha um amor especial não revelado pela criança tal qual a maioria dos professores que guardam em seus corações "oa amores não ditos, não revelados". E começava a aula ... a maior bagunça reinava, enquanto a professora explicava que "a ordem dos fatores, não alteram o produto".
Açucena era muito tímida. Calada, introspectiva, nunca estudava para as provas, apenas prestava atenção nas aulas e fazia os exercícios solicitados. A cabecinha da menininha parecia um computadorzinho. Depois da explicação, ela copiava os exercícios do quadro negro, sim, porque a professora sabia que muitas crianças não posuíam livros e precisavam aprender; hora de concentração: "a ordem dos fatores não alteram o produto" memorizara rápido, Açucena. Bateu a campa, imediatamente, todos corriam gritando: eeeeeeeee !!! Ah, esse: eeeeeeeee ! Marca registrada da alegria da menina também criança. E lá se vai Açucena comprar pela grade da escola, o picolezinho feito de Kisuco que tão saboroso era na época. Só tinha uma moedinha, o suficiente para comprá-lo. Depois, quedava-se num canto, tristonha, sozinha, não fazia amizades; logo sairia daquele estado transitório pois a campa da volta do recreio explodia nos ouvidos e todos alunos, vibrando gritavam: aaaaaaaaaaaaaaaaaaa !!! ( estou fazendo força pra não rir ...kkkkkkkkkkkkkkkk ). Açucena saiu do seu recanto e correu no meio da meninada. Ela ainda não sabia que a maldade existia e que há crianças também más. Quando já estava quase chegando em alta velocidade, bem à porta da sala de aula, estava a menina mais temida da escola: a Ana Maria, linda menininha loira cujas unhas pareciam, garras, arma usada para impôr  seu poderio e todas que ousavam enfrentá-la, passavam longe dela. Então, a Ana Maria, maldosamente, esticou a perna e Açucena se viu no chão, ao som de "muitas gargalhadas" das outras crianças que preferiam se aliar com a mais forte da escola do que com a frágil Açucena. Tudo escureceu na mente da criança que, subitamente levantou num instinto, passou a mão na boca onde um sangue vermelho e forte corria feito cachoeira, então, instantaneamente despertou em si a fera adormecida, sua  parte oculta e desconhecida que convivia lado a lado  com a flor. O resultado ?

Sim,a frágil flor virou tigresa e ferida, sentindo o gosto quente de sangue, partiu para o ataque. Ana Maria, acostumada a derrubar vários alunos, usou de tudo o que sabia, no sentido de luta corporal. Os alunos fizeram uma roda e gritavam: Ana, Ana, Ana Ana! Mas Açucena nada ouvia, naquele momento, não era a flor quem lutava mas um animal atingido traiçoeiramente, sem estar esperando. A luta foi violenta, ninguém apartava, os professores estavam em reunião, e a escola em peso, queria ver num tapete, a pele da tigresa; se houvessem apostas, a favorita seria a temível Ana Maria,  afinal, ela não perdia uma. E a tigresa levava a pior pois estava com o rosto completamente em sangue das garras da outra. De repente, um urro animal ecoou na escola, a fera conseguiu se desvencilhar dos braços da inimiga, empurrou-a com fúria e a gigante indomável, tombou ao chão. Arisca como os felinos nobres, Açucena que aqui não era mais Açucena, pulou por sobre a valentona, sentou em cima dela e a atacou com socos, mordidas no pescoço tal qual fazem os da sua espécie. Ana Maria, completamente imobilizada, não reagia mais, apenas apanhava. Só aí que um aluno correu para diretoria, contando o que estava acontecendo; a professora Inês vôou para o local e ainda flagrou a fúria de sua aluna preferida, exclamando: "Açucenaaa, que que é isso ? Não acredito no que estou vendo! " A menina, ao ouvir a voz doce da professora, pareceu acordar de um pesadelo e moveu o rosto em direção da voz que ouvia como um acalanto, timidamente respondeu: "nem eu" ! Assim, apartaram as duas alunas sob um aplauso e gritos das crianças pois o domínio do terror havia terminado para eles numa luta de Titãs. Na diretoria, as crianças foram liberadas e só poderiam retornar com a presença dos pais. Chegando em casa mais cedo e toda machucada, Açucena contou tudo ao pai. Ele andava lentamente, devido a um derrame, sem se importar com nada, foi à escola imediatamente com Açucena e descarregou na diretora toda a revolta. Por sua vez, a diretora chamou todos os alunos, considerados de bom comportamento, para narrarem o acontecido. Assim, Açucena poderia retornar no dia seguinte à escola. Agora, era ela quem era temida e respeitada, contudo, nunca usou dessa "fama" para humilhar ninguém e as crianças viveram uma das melhores fases de suas vidas. Ana foi punida com um mês de suspensão e era mês de novembro, fim do ano letivo, ela perdeu o ano e se tornou a melhor amiguinha de infãncia de Açucena. Para refletir: "é preciso coragem para modificar uma situação de imposição violenta. A força para reverter situações adversas, se encontra no âmago de nossas almas. É esta força mental adormecida que pode sim, derrubar impérios, basta, para isso, que seja acionada."  Claro, este não é um exemplo que se aplique nas escolas mas politicamente correto em relação ao massacre a qual os poderosos submetem os excluídos da sociedade, à corrupção e à devassidão de pessoas que sobem ao poder, visando interesses mesquinhos e egoístas, sugando a força do trabalhador, condenando -o a escravidão de um mísero salário mínimo.



                                                                Scarlet Wind   

domingo, 6 de novembro de 2011

A força que nos Impulsiona !


O que te move a olhar com esperança ao horizonte,
sem nem te importares com as pedras do caminho ?


O que te move a ignorar a longa noite
quando escreves a mais sincera poesia ?


O que te move a dizer solemente que a coragem
e o destemor são as armas poderosas para
ser da vida um campeão?


Sim, o que te move a levantar-te, cada vez que
alguém maldoso ao chão te lança movido com
o único fim de te ver caído e derrotado?


Ainda não percebeste ?
Aquele que te apunha-la pelas costas, o traidor,
Aquele que te empurra ao abismo rumo a dor?


Sim, ele é o obstáculo que na vida encontrarás
e superando-o, serás mais que vencedor !

       
  Scarlet Wind   

SÉCULO XXI - A Morte do Amor ?


Enquanto partia o pão genuinamente integral feito a partir de uma receita caseira da família que vem passando de geração a geração, fiquei refletindo sobre a desvalorização a que está submetido o amor, nos tempos atuais. Hummm, passei a manteiga no pão, feita por mim, ouvindo o cantar do meu velho amigo da madrugada, o galo; ouvir o seu canto todos os dias, é garantia de que ele está vivo, ainda não foi parar na panela. Voltando a nosso tema, pensei no tipo de relacionamento mais em voga como o "ficar". Que relação mais vazia ? Ela é marca registrada deste século e sei que há quem goste de viver momentos fugazes, sem compromisso, nem  mesmo com seus valores mais íntimos, provenientes da alma. Respeito quem faz o "sexo pelo sexo" mas não oferto meu corpo nesse holocausto onde o que vale é simplesmente o prazer sexual. Jamais conseguiria sentir esse prazer com alguém que mal conheço. Vivemos na época da tecnologia, da velocidade, e isso inclui a ânsia de preencher rapidamente aquela angústia desenfreada que assola a alma onde muita gente pula precipitadamente uma etapa ao conhecer alguém: sôfrego, a intenção nada mais é que suprir uma carência momentânea que dificilmente será satisfeita visto que o que precisamos para amenizar a carência é de carinho, proveniente de quem amamos.  Desta forma, as pessoas pulam uma fase linda da vida, a de conhecer intensamente o outro, a outra. Essa fase é essencial em todo e qualquer relacionamento, seja no campo virtual ou real e neste sentido, ainda me sinto privilegiada haja vista que me dou ao luxo de me envolver e confiar com pessoas que teclo. Evidente que corro o risco de, mesmo agindo assim,  me decepcionar. Volto à pergunta: o amor morreu ? Não, o amor está apenas amordaçado, algemado, congelado, sufocado pelo espírito material dominante deste século: ele é espiritual  e transcendental -  não podemos explicá-lo com palavras. Estou aqui dando ênfase  ao sexo e a relação furtiva, ocasional visto que na minha concepção, só deveríamos nos unir sexualmente com quem tivéssemos muitas afinidades para a plenitude ser completa. Acredito também que treva é treva e luz é luz de forma que transar é algo muito forte para se banalizar tendo em vista que por ocasião do orgasmo há uma liberação de energia durante o ato - não gostaria de compartilhar minha energia com gente da treva, por exemplo. Assim, penso que o amor não morreu,  meu amigo, minha amiga, o que vem definhando são os valores e comportamentos bem como a diversidade de parceiros/as .. amor é flor de jardim cultivado ... rsrs ... que uma vez recebendo os devidos cuidados, continuará aceso nos corações de quem sabe manter o gás que o nutre, reconhecendo-o como a força que nos impulsiona a ultrapassar os muros mais altos que se nos apresentam ao longo desta vida efêmera.



                                                          Scarlet Wind

sábado, 5 de novembro de 2011

Ensinamentos!


Cachoeira - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5

A vida me ensinou:

que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,

que as pessoas são tristes, se estou triste,

que todos me querem, se eu os quero,

que todos são ruins, se eu os odeio,

que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,

que há faces amargas, se eu sou amargo,

que o mundo está feliz, se eu estou feliz,

que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,

que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho:

se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.

A atitude que eu tomar perante a vida é

a mesma que a vida vai tomar perante mim.

"Quem quer ser amado, ame!"


( Desconheço o autor ) 





Scarlet Wind  

Sentimentos - Yoham - Relaxeee de toda Tensão !

O Lobinho em Pele de Ovelhinha ...


"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos." 
(Pitágoras)

Lara saiu do trabalho completando mais uma dura jornada e não via a hora de chegar em casa, tomar um banho e descansar. Em sua mente, passava ainda um filme das brigas entre duas crianças da sala de aula. Paulo, cansado de ser chamado de "bola de sebo" encostou Frederico na parede e disse, olhando em seus olhos, completamente transtornado: 
- Me respeita que eu te respeito, Fred. Olha o meu tamanho pro teu; se eu te der uma bolacha tu te desmonta todo. Eu sou muito macho pra te pegar lá fora, depois não vai chamar a "mamãezinha", feito um bebezinho, seja homem!
Fred empalideceu e Lara nunca tinha visto Paulo tão furioso. Apartou a briga e antes que o problema tomasse enormes proporções, solicitou a secretária da escola que chamasse os pais de ambos para uma conversinha. Ela conhecia bem as crianças e na verdade, por mais que proibisse, havia muito preconceito entre elas. Paulo era chamado de "bola de sebo", Carolina de "urubu" Luís de "Cabeça de feijão Preto" e assim por diante. A escola onde as crianças aprendiam a serem preconceituosas era situada no interior da família, pensava Lara e esse era sim um grande problema porque na visão da professora, o preconceito é aprendido em casa e na vizinhança, através dos exemplos dos pais e amigos. No dia seguinte, chegaram os pais, cada um com sua "arma de defesa" prontos para detonar com a professora com acusações procedentes dos lábios das próprias crianças. Ela iniciou a conversa, contou o problema e o pai de Fred afirmou:
- O problema é que a senhora não passa atividades e o Fredinho sem ter o que fazer, parte pra isso,  entende, né?
- Não... retrucou ela: não entendo preconceito, não aceito e nem vou aceitar porque enquanto eles são crianças podemos educá-los e se o sr. não sabe, agir preconceituosamente é crime. Seu filho será o adulto de amanhã.
O pai ouviu a contragosto tudo calado e de repente, Lara se voltou para Fred e perguntou:
- Fred, querido, por que você mente para teus pais dizendo que não passo atividades ?
- Não passa mesmo não, pai. Olhe o meu caderno de novo.
Com essa resposta, a professora respirou fundo para não perder o controle. Então pediu para que os alunos fizessem uma fila e um a um foram abrindo os cadernos e exibindo-os ao pai de Fred. Bastaram apenas seis crianças para a máscara de Fred começar a cair. O pai muito nervoso, deu uns puxões de orelha, ali mesmo. A próxima conversa foi bem diferente. Lara percebeu que a mãe  de Paulo era mãe solteira e levava uma vida difícil para educar o filho. Com muita dignidade, ela olhou para o pai de Fred e fitando-o nos olhos, afirmou taxativa:
- Meu senhor, eu eduquei meu filho para ser educado com todas as pessoas; mas não vai servir de capacho pra ninguém, a minha orientação a ele é: respeite a todos mas se quiserem te humilhar, desce o braço. Ele vai reagir conforme eu o educo, assim, eduque seu filho pra mais tarde não lhe servir de vergonha e ainda apanhar muito dos outros. Seu filho é mentiroso e só hoje o senhor notou ?
Houve uma pequena discussão onde a professora interferiu, acalmando a situação. A mãe de Paulo mesmo sendo uma simples vendedora, marcava os passos do filho. Os pais de Fred, provenientes da classe média, alegavam sempre falta de tempo. Atualmente, Paulo é Dr. Paulo e Fred ? Bem, se você passar na avenida principal do bairro, à noite, vai encontrá-lo facilmente em uma rodinha de amigos "puxando fumo" e já tem várias passagens pela polícia, sem estudos é completamente dependente dos pais e das drogas.
**Baseado em fatos reais.

                                                                 
                                                          Scarlet Wind

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Rufus Wainwright - Hallelujah (Live At The Fillmore)

Em Nome da Mãe - recebi análise via email !



Essa pergunta que a garotinha fez remonta à tradição medieval: As mulheres  quase sempre foram consideradas “não-humanas”, ou, no máximo, “A chocadeira da família”. Mesmo com grana, eram no máximo a chocadeira da família, pelo menos socialmente. (Sei de casos incríveis, que foi a mulher que ajudou o homem em suas descobertas no campo da física, biologia, matemática e química, mas só os maridos – homens- podiam patentear as ideias, e assim, emprestaram sua glória aos maridos).
A Igreja Católica inventou o casamento, porque os padres ficaram cansados de ver tanto filho bastardo por ali, sem “pai”, e o rebento passando fome.
Ao mesmo tempo em que a Igreja Católica foi boa nesse sentido, foi perversa em outros: Não deixando que a população soubesse ler e escrever, manipulando o céu e e inferno, vendendo-os até. Sem falar na hiprocrisia de padre não poder constituir família, (para garantir, tão somente, que as riquezas da igreja não passem para a mão de herdeiros). Tive um professor de latim que contou para a turma toda de Letras da UFMS, os horrores de ter sido um coroinha da igreja católica, foi estruprado e tudo. (hj em dia ele é ateu).
Enfim, acredito que Deus seja assexuado, pode ser chamado de deusa tb, está muito além de nossa compreensão, e tem muito senso de humor.
Mas, desconfie da Igreja Católica, ela está mais interessada em conquistar territórios, e riquezas, terrenas mesmo. Manipulando a população com psicologia barata. E a Universal do Reino de Deus também.
É com metáforas, símbolos, e signos
Que nos hipnotizam,
E nos escravizam.

Por Anne Sygrid - seguidora do blog, professora graduada em Letras.


                                                          Scarlet Wind

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Em Nome da Mãe !




Humm ... Idade marcante estes sete anos de criança. E lá vem ela, a Açucena, adentrando a casa com a respiração ofegante em direção ao pai, dizendo ansiosa:
- Papai, papai ? Foi hoje, finalmente consegui!
- Hã ? Certamente a minha princesinha pobre conseguiu um grande feito. Diga-me logo.
- Ahhh ! Consegui vencer o Omar na corrida ! E com que dificuldade!
- Ah, sei não, viu ? Acho que o Omar deixou você ganhar.
- Não, papai, hoje o Omar perdeu, mesmo! Ganhei também do Pedrinho e do João.
- Continuo achando que esses molequess facilitaram, ao ver princesinha tão linda correndo.
- Ah, é ? Da próxima vez, vou correr aqui, na frente de casa.
- Tá, bom, acredito que você é a garotinha mais rápida da rua. Agora,  vá logo tomar um banho, hoje o padre Bicharetti vem almoçar aqui.
- Eu não gosto muito desse padre Bicha ... Bicha o quê ?
- Bicharetti ... é sobrenome italiano.
Açucena tomou o banho, colocou uma roupa limpinha e foi para a cozinha. O padre já estava lá, no melhor local da casa. A refeição já estava quase sendo servida, quando o padre falou:
- Vamos agradecer o alimento que o Senhor nos concedeu. Açucena respeitosamente, cruzou as mãos e fechou os olhos. O padre agradeceu a Deus:
- Damos te graças, ó Senhor, por essa refeição, fazei com que ela nunca venha a faltar neste lar. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Todos disseram "amém" menos Açucena. O pai preocupado com a cara feia do padre, disse:
- Filha, cadê o "amém" ? Estás com tanta fome assim ?
- Não, posso fazer uma pergunta ao padre Bichalleti ?
O padre mesmo respondeu:
- Claro, mas o meu nome é Bicharetti !
- Ah! É difícil pra mim, falar esse nome. Eu só queria saber por que na oração, o senhor esqueceu o nome da mamãe.
Todos ficaram olhando Açucena e o irmão do meio falou:
- Deixa de ser lesa, Açucena, o padre sabe o que diz!
Açucena nada falou. O padre sisudo explicou do seu jeito e todos foram almoçar. Depois se foi, dizendo que ainda havia muitas casas para visitar.
Assim que o padre saiu, Açucena disse ao pai:
- Onde já se viu, papai, esse padre querer deixar as mães fora da oração ?
- kkkkkkkkkkkkkk ... O pai gargalhou e disse:
- Açucena, minha filha, vá dormir porque se o padre não te convenceu, quem sou eu pra convencer ?
E saiu pensativo em tudo o que a filha havia questionado.


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                                                             Scarlet Wind 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Depois de uma Grande Tempestade vem a Bonança ...


Happy

Feliz

A tristeza esteve tão perto quanto um parente próximo

Então a felicidade veio um dia e mandou embora minha melancolia

Minha vida tornou-se um alegre sorriso

Terno como um doce para uma criança

Fique aqui e me ame por algum tempo

Deixe a tristeza ver o que a alegria faz

Deixe a alegria ficar onde a tristeza estava

Sou (tão) feliz porque você...

Porque você tornou minha vida nova.

Perdida como uma ilha eu estava até que você apareceu

Minha vida, tornou-se um alegre sorriso

Terno como um doce para uma criança

Fique aqui e me ame por algum tempo

Deixe a tristeza ver o que a alegria faz

Deixe a alegria ficar onde a tristeza estava

até agora

Por onde eu estava?

Com a vida o tempo estava se extinguindo

Perdida no tempo e no espaço

Sozinha até que... A felicidade sorriu para mim

A tristeza soube seu lugar

E eu orei em silencio

Deixe a tristeza ver o que a alegria faz

Deixe a alegria ficar onde a tristeza estava até agora... 


( Michael Jackson )





Scarlet Wind

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Literatura: Romantismo e Característas Românticas.


No Brasil, a escola literária romântica teve início em 1836, na poesia, com a obra Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães e foi a mais longa escola de nossa literatura, prevalecendo por 46 anos. O estudo da vida dos  autores nos permite, não só o contato com suas obras literárias mas também a oportunidade de observar o que acontecia no tempo em que viveram, nos aspectos históricos, políticos e sociais.  Portanto, o Romantismo foi um movimento literário cujo contexto histórico foi a Independência do Brasil sob forte influência da Revolução Francesa onde os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade espalhavam-se como sementes de luz para povos oprimidos. Portanto, o Romantismo nos apresenta um painel de sua época e foi uma literatura para a burguesia. Afinal a Revolução Francesa representa historicamente o triunfo da burguesia no poder. É importante entender estes aspectos para a melhor compreensão das mensagens deixadas pelos poetas da época as quais refletem o seu "eu" interior por vezes de forma triste e sombria, principalmente em suas poesias.  Desta forma, vamos encontrar na poesia as principais características, fáceis de identificar:

* subjetivismo: no romantismo,o poeta quer retratar em sua obra uma realidade interior e parcial. Trata os assuntos de uma forma pessoal, com suas opiniões e sentimentos, algo próximo a fantasia. Exemplo:

Adeus, Meus Sonhos! (Álvares de Azevedo)

"Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!

Não levo da existência uma saudade!

E tanta vida que meu peito enchia

Morreu na minha triste mocidade!"

Observe o pronome pessoal na primeira pessoa, indicando o sofrimento do poeta no verso" Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro."

*sentimentalismo: exaltam-se os sentimentos. Certos sentimentos, como a SAUDADE (saudosismo), a tristeza, a nostalgia e a desilusão, são constantes na obra romântica. Exemplo:
"Não levo da existência uma saudade!"

*egocentrismo: cultua-se o "eu" interior, atitude narcisista, em que o individualismo prevalece, o que o artista sente e pensa é valorizado em cada obra e atitude; microcosmos (mundo interior) X macrocosmos (mundo exterior). Observe que nesta estrofe acima o poeta só olha para si e seus problemas existenciais. Exemplo:

"E tanta vida que meu peito enchia

Morreu na minha triste mocidade!"

*evasão ou escapismo: o "eu lírico"  busca fugir da realidade, procurando a morte como libertação bem expressa neste poema acima, em sua continuação:

"Misérrimo! votei meus pobres dias

À sina doida de um amor sem fruto...

E minh’alma na treva agora dorme

Como um olhar que a morte envolve em luto."

* liberdade de criação: todo tipo de padrão clássico já existente  é abandonado. O escritor romântico recusa formas poéticas, usa o verso livre e branco, livra-se  dos modelos greco-latinos, e aproxima-se da linguagem coloquial, a do povo, a falada. Na poesia acima de Álvares de Azevedo, qualquer pessoa entende que o poeta está se referindo a seus problemas referentes a um amor não correspondido.

* pessimismo:  também conhecido como o "mal-do-século". O artista se vê diante da impossibilidade de realizar o sonho do "eu" e, desse modo, cai em profunda tristeza, angústia, solidão, inquietação, desespero, frustração,  com uma forte depressão que o leva muitas vezes, ao suicídio, solução definitiva para o mal-do-século. Esse pessimismo está claramente descrito na estrofe acima que completaremos a título de exemplo, com o final do poema:

"Que me resta, meu Deus?!... morra comigo

A estrela de meus cândidos amores,

Já que não levo no meu peito morto

Um punhado sequer de murchas flores!"

* nativismo: culto pela natureza. O artista se vê totalmente envolvido por paisagens exóticas, como se ele fosse uma continuação da natureza. O nacionalismo romântico é exaltado através da natureza. Exemplo:

"Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores."


Esta análise foi feita para auxiliar alunos do Ensino Médio. Mas me diga: vc é romântico/a?  Muita gente se identifica. Beijos e  \o/




                                                              Scarlet Wind

domingo, 30 de outubro de 2011

Deus e Eu no Sertão ( Legendado) E sou feliz !

Soneto Internacional: A Minha Fantasia, de Rimbaud ...





Estudei em Literatura Internacional, a vida desse poeta francês que começou a fazer poesias muito cedo, já na adolescência; sempre tive uma quedinha por poetas adolescentes; Rimbaud nasceu dia 24 de outubro de 1854, em Charleville, no norte da França. Foi um garoto muito inteligente na escola, surpreendendo os professores e sendo alvo de inveja de outros. Sua vida na poesia foi curta pois parou de escrever aos 19 anos abruptamente. No entanto, seus versos são tão profundos, tão interiores que estão eternizados de geração a geração na poesia francesa. Ler Rimbaud é mergulhar em evasão a mundos desconhecidos. Ele converteu-se ao Cristianismo, depois de traduzir tantas obras em Latim e depois que passou um tempo preso. O poema abaixo foi escrito com a idade de 16 anos, Ma Boheme onde evoca uma ou mais de suas fugas da realidade. Ele deixa transparecer neste soneto que quer escapar de um ambiente sufocante e cheio de normas. Esta é uma forma tradicional de soneto de luz, cheio de fantasias da juventude que ilustram  bem a alma adolescente de Rimbaud. Há críticos literários que consideram Rimbaud um poeta muito à frente do seu tempo, devido ao conteúto  que escreveu. Este soneto abaixo, gosto muito. \o/

Arthur Rimbaud

Ma Bohème (fantasie)
Minha Boêmia (fantasia)

Eu seguia, os punhos nos bolsos rasgados;
Meu paletó assim tornava-se ideal;
Eu seguia sob o céu, Musa! E a ti fiel!
Oh! lá! lá! Que lindos amores tenha sonhado!

Minha única calça tem um furo largo.
- Pequeno-Polegar sonhador, em meu passeio
De rimas. Meu albergue era sob a Ursa maior.
- Minhas estrelas no céu num doce harpejo

E as escuto, sento à margem dos caminhos,
Boas noites de setembro a sentir as gotas
De orvalho à face, tal um vinho forte;

Onde rimando meio às sombras fantásticas
Tal uma lira, eu tirava os elásticos
De meus sapatos feridos, um pé junto ao peito!

Trad. Leonardo de Magalhaens




                                                          Scarlet Wind

Eu e Meus Bichinhos ...

                                             O Amanhecer na Aldeia Amazônica

Cinco horas da manhã em ponto ! Tomei meu cafezinho, quentinho, enquanto lá do pé de abiu, um casal de sabiás, cantava alegremente junto com bem-ti-vis e sanhaços, saboreando o café matinal deles, evidente que saboreavam os abius que estão amarelinhos na árvore, formando uma parte da nossa bandeira. Abri a janela e pude ver a noite morrendo aos poucos, enquanto o sol começava a dar o ar de sua graça ... é tão lindo ! Daqui da minha janelinha, neste meu universo interior, sorri feliz por coisas simles: os sanhaços azuis, os bem-ti-vis e por um casal de pombos que fizeram do meu telhado um ninho de amor. Eeeeeeeee ... todos são bem vindos... O interessante é perceber que na natureza não há preconceito! Ele é um pombo todo negro e ela é uma pombinha toda branca! Creio que desta mistura, logo teremos vários pombinhos mesclados, sobrevoando o quintal. Depois da minha janela, há uma grande varanda onde, nas  noites longas insones, as minhas amiguinhas Filó da raça pinscher, presente de um aluno, Tina, uma vira-lata, que me seguiu, ainda bebezinha, depois que saí de um restaurante; não tive coragem de abandoná-la pois o restaurante fica perto de casa. Pensei em deixá-la na feira, eu corria e ela me seguia ... kkkk. Consegui fugir mas qual não foi a surpresa, no dia seguinte, ao abrir o portão da muralha onde estou encarcerada, vê-la do lado de fora. Humm ... olhei-a e pensei: o que eu faço com você, hein ? Eu já tinha três cães, agora finados, o Faraó e a Lina que morreram de morte natural, de velhice mesmo. Sem pensar muito disse: entra! e ela correu. Dei todas as oportunidades para ela fugir mas ela se recusa, tem trauma de rua. Agora faz parte da família juntamente com Jully, uma poodle miniatura - outro presente de aluno e eu não sei recusar .. kkkk ... A minha grande janela, fica aberta a noite toda, enquanto estou por aqui, como a desafiar a violência que avança contra nós. Os soldados Tina e Jully dormem sob o comando da Filó, a pinscher negra de olhos arregalados com suas grandes orelhas sempre alertas. Com ela, nada passa despercebido! Fora esses companheiros de jornada tenho três gatinhos: o Tom que sempre canta uma música alta e estranha para mim ... é assim: trimmmmmm ... Ele é um gatão de rua parece uma jaguatirica e é inteligente: pede pra sair, indo à porta cantando e para entrar também, ´o terror dos outros gatos. A mãe dele, D. Mimi, passou uma estadia aqui; no primeiro parto, foi embora assim que se recuperou, levando as crias uma a uma na boca. E eu fiquei só olhando tamanha ingratidão! Passaram uns seis meses e lá se vem ela de novo de pança cheia; novamente, sem dizer nada, acompanhei o parto: seis filhotes nasceram, três deles, assim que conseguiu se recuperar, ela os levou boca a boca ...kkkkk ... Mas dessa vez, deixou dois filhotes: o Tom e o Kruizer. O Tom assusta à primeira vista: é enorme com pelagem listrada, pernas brancas e peito também. Já o Kruizer é pequeno prevalecendo o branco e tem um olhar muito doce. Enquanto mimi amamentava por aqui, apareceu um filhotinho de gata siamês e na minha porta ... kkkkkkkk ... Vou colocar uma placa: Recanto dos Animais Abandonados Scarlet! eeeeeee ! Então olhei pra ele: tão fragilzinho - não custa nada aproveitar que a Mimi está alimentando e colocar esse gatinho também. Assim, Keizer foi ficando. Já estão grandes. Parece que tenho o dom de encontrar coisas preciosas e abandonadas. Opssssss ... kkkkkkk ...! Todos convivem pacificamente: gatos e cães. Quando os gatinhos chegaram, fiz uma reunião no quintal, comunicando os cães dos novos visitantes, explicando que não queria ver brigas porque amo a todos igualmente. Interessante: nunca houve briga. Só tive um desentendimento com Tom que matou um sabiá só por prazer. Peguei o sabiá, mostrei a ele e passei a bronca. Para finalizar, temos um problema de relacionamento entre os três. O Keizer cismou que Kruizer é fêmea e parte pra cima dele mas o Kruizer ... kkkkkk ... não levanta o rabo, de longe, Tom observa e quando ver que Kruizer está levando a pior, dá uma surra no Keizer. Bom, problemas felinos desse tipo, eu não me meto. Bom domingo a todos. Beijos e \o/ !



                                                          
                                                          Scarlet Wind                       
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